País
PS reage a buscas: "Notícia aparece quando o partido está a recuperar alguma confiança", diz ex-coordenador autárquico
Na primeira reação do PS às buscas que decorrem, no programa Entre Políticos, da RTP Antena 1, o deputado André Rijo diz que a notícia surge numa altura em que o PS está a "recuperar alguma confiança" do eleitorado, afirmando que o "país já se apercebeu disto".
"No momento em que o PS aparece novamente a reconquistar alguma confiança, demostrada em sucessivas sondagens, aparece este tipo de notícias", considera o antigo coordenador autárquico do partido.
Sublinhando que não quer fazer "uma relação direta causa-efeito", André Rijo aponta ao caso: "Acho que os portugueses já têm muita informação sobre essa matéria ao longo dos últimos anos em Portugal para tirar algumas conclusões também".
No programa Entre Políticos, na RTP Antena 1, André Rijo lembra que a justiça portuguesa ainda não conseguiu resolver o caso Tutti-Frutti, que também envolveu várias figuras políticas do PS e do PSD em autarquias em Lisboa.
Sublinhando que não quer fazer "uma relação direta causa-efeito", André Rijo aponta ao caso: "Acho que os portugueses já têm muita informação sobre essa matéria ao longo dos últimos anos em Portugal para tirar algumas conclusões também".
No programa Entre Políticos, na RTP Antena 1, André Rijo lembra que a justiça portuguesa ainda não conseguiu resolver o caso Tutti-Frutti, que também envolveu várias figuras políticas do PS e do PSD em autarquias em Lisboa.
"Não me refugiando naquele brocardo que é tradicional dizer-se nestas ocasiões, 'à justiça o que é da justiça, à política o que é da política', diria que o país mediático tem vivido algumas ondas relacionadas com operações de natureza semelhante, acrescentou o deputado socialista.
E salienta: "As entidades terão de fazer o seu trabalho, os órgãos de polícia criminal farão o seu trabalho, o Ministério Público, que coordena a investigação criminal em Portugal, fará seguramente o seu trabalho. A nós compete-nos depois tirar consequências políticas, se as houver".
Em causa investigações que estão a ser conduzidas pela Polícia Judiciária em juntas e câmaras dos socialistas e também na sede do partido.
Socialistas confirmam buscas, mas apontam: "PS não é visado"
Num comunicado divulgado ao início da tarde, o Partido Socialista confirma que a Polícia Judiciária está na Sede Nacional do partido a "realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores", mas recusa que o alvo das buscas seja o PS.
"O Partido Socialista não é, como tal, visado pela investigação da Polícia Judiciária", pode ler-se o comunicado, que dá ainda conta de que o PS está a colaborar com a Polícia Judiciária "em tudo quanto lhe é por esta solicitado, no sentido de assegurar a boa condução das investigações" e no "respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito"
Num comunicado divulgado ao início da tarde, o Partido Socialista confirma que a Polícia Judiciária está na Sede Nacional do partido a "realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores", mas recusa que o alvo das buscas seja o PS.
"O Partido Socialista não é, como tal, visado pela investigação da Polícia Judiciária", pode ler-se o comunicado, que dá ainda conta de que o PS está a colaborar com a Polícia Judiciária "em tudo quanto lhe é por esta solicitado, no sentido de assegurar a boa condução das investigações" e no "respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito"
Artigo atualizado com a reação do PS em comunicado