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Quase todas escolas 1º ciclo encerradas no Algarve, segundo o sindicato

Quase todas escolas 1º ciclo encerradas no Algarve, segundo o sindicato

Quase todas as escolas algarvias do 1º ciclo estão hoje encerradas devido à greve nacional de professores convocada por vários sindicatos, disse à agência Lusa fonte da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Agência LUSA /

Esta é a segunda grande paralisação nacional desde que Maria de Lurdes Rodrigues assumiu a pasta da Educação, há oito meses, e seria a primeira a unir as principais estruturas sindicais de professores, caso a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) não se tivesse demarcado da luta.

Segundo avançou à Lusa o presidente da zona Sul daquela estrutura sindical, José Filipe Estevens, na região algarvia os dados apontam para o encerramento de cerca de 90 por cento das escolas do 1º ciclo, apesar de se tratarem ainda de números preliminares.

Disse ainda que, em termos gerais, nas escolas secundárias algarvias há pelo menos 50 por cento dos professores em greve, número que ascende aos 70 por cento no que respeita às escolas de Ensino Básico do 2º e 3º ciclos.

"O caso que mais se destaca é mesmo o das escolas do 1º ciclo, em que todas registam dados de adesão à greve que oscilam entre os 85 e os 100 por cento", afirmou aquele responsável.

Rui Sousa, outro sindicalista da Fenprof, disse à Lusa que a convicção é de que a adesão à greve será elevada, mesmo após a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) se ter demarcado do dia de luta.

"Ainda continuamos a receber números, mas podemos dizer que a adesão já é grande, não havendo até agora registo de nenhuma escola cuja adesão esteja abaixo dos 60 por cento", disse.

De acordo com o sindicalista, nas escolas de Loulé a greve ronda os 80 por cento e em Vila Real de Santo António e São Brás de Alportel está em cerca de 90 por cento, com duas escolas em Tavira a 100 por cento.

Segundo dados obtidos junto de professores do lado do Barlavento algarvio, a adesão naquela zona é muito elevada, com a maior parte das escolas do ensino básico e secundário encerradas.

A Agência Lusa falou com o director regional de Educação do Algarve, Libório Correia, que disse não ser ainda possível divulgar dados, por se estar a proceder ao levantamento escola a escola.

"Só ao final da manhã é que teremos dados, apenas posso dizer que o cenário da greve é bastante diversificado", adiantou.

Na base da contestação estão medidas como o alargamento do horário do primeiro ciclo e a reorganização da componente não lectiva e dos horários escolares, assim como medidas que afectarão toda a Administração Pública como o aumento da idade de reforma e o congelamento temporário da progressão nas carreiras.


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