Quase todos os esgotos domésticos do Barreiro e Moita tratados a partir de 2009
A estação de esgotos do Barreiro e Moita, cujo concurso da obra foi lançado hoje, vai tratar a partir de 2009 a quase totalidade dos efluentes domésticos dos dois concelhos ribeirinhos, anunciou a empresa gestora do equipamento.
De acordo com informações prestadas hoje à Agência Lusa pela Simarsul, empresa responsável pela exploração da nova infra-estrutura, as obras deverão iniciar-se no primeiro trimestre de 2007 e estar concluídas ao fim de dois anos.
A empreitada vai custar 21,5 milhões de euros.
A construir em terrenos do complexo empresarial da Quimiparque, no Barreiro, a estação vai permitir tratar os esgotos de 290.000 habitantes que são despejados directamente no rio Tejo.
Segundo uma nota da Simarsul, o novo equipamento vai servir cerca de 90 por cento da população do concelho do Barreiro e 92 por cento da população do município da Moita.
O processo da construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) arrasta-se há oito anos, altura em que a autarquia do Barreiro entregou no Ministério do Ambiente uma candidatura a fundos comunitários acompanhada de estudo económico, projecto técnico-base e avaliação de impactes ambientais.
Um diferendo entre Governo e municípios sobre o modelo de gestão do equipamento protelou a obra: ao contrário do Executivo, as Câmaras defendiam que deveriam ser elas próprias e não o Estado a assegurar maioritariamente a gestão da infra-estrutura.
Em Setembro de 2003, o Governo aprovou a construção da ETAR, integrando-a, contudo, no Sistema Multimunicipal Simarsul, detido em 51 por cento pelo grupo Águas de Portugal (que tem como principal accionista o Estado) e no restante por oito municípios do distrito de Setúbal, incluindo Barreiro e Moita.
Desde então, vários prazos foram anunciados para o início da obra, mas sem serem cumpridos.