Quatro em cada cinco dos emigrantes portugueses ficaram na Europa

Quatro em cada cinco dos emigrantes portugueses ficaram na Europa

Bruxelas, 27 jun (Lusa) - Cerca de 82 por cento dos portugueses que emigraram em 2010 para trabalhar no estrangeiro fizeram-no dirigindo-se a outros Estados-membros da União Europeia (UE), indicou hoje um relatório de Bruxelas sobre o emprego na Europa.

Lusa /

De acordo com o texto, mais de 19 mil portugueses emigraram em 2010 dentro da Europa por motivos de trabalho, ao passo que apenas quatro mil o fizeram para fora do continente.

A Comissão Europeia adverte que os países da zona euro "continuam a ser os mais afetados pela deterioração do mercado de trabalho", o que origina uma "divergência crescente" entre os Estados-membros da UE no indicador do desemprego.

O documento não acrescenta grandes novidades aos dados mais recentes do Eurostat, mas alerta para o perigo que atravessam os jovens europeus, com cada vez maior dificuldade em entrar no mercado de trabalho em virtude da atual crise económica.

A Comissão Europeia reconheceu no começo de junho que os dados divulgados sobre a subida do desemprego na UE "confirmam a urgência da situação", que, segundo Bruxelas, exige intensificação de esforços a nível nacional e europeu.

O executivo comunitário reagia aos dados mais recentes do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, o Eurostat, que revelam que a taxa de desemprego atingiu em abril os 11 por cento na zona euro e os 10,3 por cento no conjunto da UE, tendo subido para os 15,2 por cento em Portugal, onde o desemprego jovem atingiu novo máximo, de 36,3 por cento.

"Estes novos números de desemprego confirmam a urgência da situação e (confirmam) que precisamos de criar mercados de trabalho mais dinâmicos e apoiar a criação de mais e melhores postos de trabalho", disse uma porta-voz do executivo comunitário.

Emer Traynon recordou que, a 18 de abril, a Comissão já apresentou um pacote de propostas com vista a promover o emprego, mas lembrou que as reformas dos mercados de trabalho são também da responsabilidade dos Estados-membros, e ainda na passada quarta-feira, Bruxelas emitiu recomendações específicas para os 27 países, não só a nível da consolidação orçamental, mas também para melhorar o emprego.

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