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Quercus acusa Câmara de Lisboa de "arrasar" património ambiental e cultural da cidade

Quercus acusa Câmara de Lisboa de "arrasar" património ambiental e cultural da cidade

O núcleo de Lisboa da associação ambientalista Quercus acusou hoje a Câmara Municipal de destruir o património ambiental e cultural da cidade para dar lugar a empreendimentos urbanísticos.

Agência LUSA /

"Munida de olho de empreiteiro, a Câmara Municipal de Lisboa vai rápida e diligentemente arrasando o património ambiental e cultural da cidade", indica a associação, em comunicado.

No documento, os ambientalistas afirmam ainda: "Tudo quanto não está urbanizado é uma área expectante onde recai uma oportunidade de negócio, não importa a zona de Lisboa onde se situa".

Como exemplos de "ataques" ao ambiente, a associação aponta os projectos previstos pela autarquia para zonas "tão sensíveis ambientalmente como o Vale de Santo António".

"Na Quinta de São Vicente, as planeadas hortas pedagógicas vão dar lugar a mais um empreendimento, a Mata de Alvalade está tristemente destinada a realojamento e a Bela Vista tornou-se célebre por se entender ter vocação de sala de espectáculo em lugar de espaço verde", afirma a Quercus.

Os ambientalistas estão também preocupados com o património cultural da cidade, acusando a autarquia de desrespeitar "os vestígios arqueológicos da Cova da Moura e da Cova da Onça, a herança histórica do Aqueduto das Águas Livres e do Chafariz das Terras".

Também a "herança arquitectónica e artística dos edifícios de Alberto Pessoa, em que se integram painéis de azulejos de vultos maiores da arte portuguesa de Almada Negreiros a Maria Keil" está ameaçada, segundo os ambientalistas.

"É urgente retroceder rapidamente nesta ideia de fazer cidade.

Há que pôr um ponto final a esta loucura", defendem.

A Agência Lusa tentou obter uma reacção da Câmara de Lisboa, mas tal não foi possível em tempo útil.


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