País
Redução do consumo de carne é uma das prioridade dos portugueses
A maioria dos portugueses (50,6%) está disposta a reduzir o consumo de carne e a alterar a alimentação para uma que seja à base de vegetais, revelam os dados do II Grande Inquérito sobre Sustentabilidade em Portugal.
"Há uma predisposição para a mudança, para reduzir o consumo de carne e adotar uma alimentação de base vegetal", explicou Luísa Schmidt, uma das investigadoras do estudo.
A possível mudança advém de diferentes motivações. Para os mais velhos ocorre essencialmente “por questões de saúde”. Já nos mais novos trata-se de “uma opção cultural", explica a autora do trabalho.
Dos 1600 inquiridos, os que manifestaram maior abertura para alterar os hábitos de consumo foram as mulheres, as pessoas com nível de escolaridade elevado (ensino superior) e os residentes em áreas metropolitanas.
Porém, quem se mostrou disponível para alterar a alimentação não foram pessoas que ficam apenas pelas intenções. Na verdade, cinco por cento dos inquiridos já seguem atualmente uma alimentação à base de vegetais.
Uma das alterações verificadas face ao inquérito do ano anterior é que há, cada vez mais, “uma adesão progressiva ao modo de produção biológica”, afirma Luísa Schmidt. “As pessoas já conhecem bem a agricultura biológica, valorizam-na e compram. Têm mais confiança e defendem até a introdução nos refeitórios e cantinas escolares, sobretudo porque há também uma preocupação muito grande com os mais novos”, reforça. Estudo revela que os homens mostram preocupação com "a sua imagem social no que respeita à alimentação”
Contudo, não se verificaram progressos em todas as vertentes relacionadas com a sustentabilidade. No que diz respeito à rotulagem dos produtos, os portugueses não se mostraram muito informados sobre quais são e como são os símbolos associados às práticas de produção sustentável.
Aproximadamente 60 por cento dos inquiridos não reconhece qualquer um dos símbolos apresentados no inquérito, sendo que o mais conhecido, “o certificado de agricultura biológica”, apenas foi referido por 20,9 por cento das pessoas.
Um dado novo e curioso revelado pelo inquérito é “o facto de os homens estarem preocupados com a sua imagem social no que respeita à alimentação”, algo que “pode sugerir que há um grupo emergente de homens na sociedade portuguesa que parece estar atento às leituras que os outros fazem das suas orientações alimentares", escrevem os investigadores.
Estas novas preocupações têm alterado não só o consumo, mas também a forma como este é concretizado. “Além dos supermercados de proximidade e dos centros comerciais/hipermercados, é cada vez mais frequente os portugueses recorrerem ao comércio tradicional de proximidade (49,8 por cento) como as lojas especializadas (talhos, peixarias, frutarias), mercearias (39,4 por cento) e as feiras e mercados (39,6 por cento) ", menciona o estudo.
A possível mudança advém de diferentes motivações. Para os mais velhos ocorre essencialmente “por questões de saúde”. Já nos mais novos trata-se de “uma opção cultural", explica a autora do trabalho.
Dos 1600 inquiridos, os que manifestaram maior abertura para alterar os hábitos de consumo foram as mulheres, as pessoas com nível de escolaridade elevado (ensino superior) e os residentes em áreas metropolitanas.
Porém, quem se mostrou disponível para alterar a alimentação não foram pessoas que ficam apenas pelas intenções. Na verdade, cinco por cento dos inquiridos já seguem atualmente uma alimentação à base de vegetais.
Uma das alterações verificadas face ao inquérito do ano anterior é que há, cada vez mais, “uma adesão progressiva ao modo de produção biológica”, afirma Luísa Schmidt. “As pessoas já conhecem bem a agricultura biológica, valorizam-na e compram. Têm mais confiança e defendem até a introdução nos refeitórios e cantinas escolares, sobretudo porque há também uma preocupação muito grande com os mais novos”, reforça. Estudo revela que os homens mostram preocupação com "a sua imagem social no que respeita à alimentação”
Contudo, não se verificaram progressos em todas as vertentes relacionadas com a sustentabilidade. No que diz respeito à rotulagem dos produtos, os portugueses não se mostraram muito informados sobre quais são e como são os símbolos associados às práticas de produção sustentável.
Aproximadamente 60 por cento dos inquiridos não reconhece qualquer um dos símbolos apresentados no inquérito, sendo que o mais conhecido, “o certificado de agricultura biológica”, apenas foi referido por 20,9 por cento das pessoas.
Um dado novo e curioso revelado pelo inquérito é “o facto de os homens estarem preocupados com a sua imagem social no que respeita à alimentação”, algo que “pode sugerir que há um grupo emergente de homens na sociedade portuguesa que parece estar atento às leituras que os outros fazem das suas orientações alimentares", escrevem os investigadores.
Estas novas preocupações têm alterado não só o consumo, mas também a forma como este é concretizado. “Além dos supermercados de proximidade e dos centros comerciais/hipermercados, é cada vez mais frequente os portugueses recorrerem ao comércio tradicional de proximidade (49,8 por cento) como as lojas especializadas (talhos, peixarias, frutarias), mercearias (39,4 por cento) e as feiras e mercados (39,6 por cento) ", menciona o estudo.
Apesar do avanço tecnológico e da era digital em que se vive atualmente, somente 14 por cento dos inquiridos recorre às compras online para adquirir produtos alimentares.
C/ Lusa