Região de Santarém em risco de cheia do rio Tejo
As cheias podem voltar ao distrito de Santarém depois das fortes chuvas que se têm sentido nos últimos dias e das descargas a que as barragens foram obrigadas a fazer. O aumento do caudal do rio Tejo já levou à activação do Plano Especial de Emergência para Cheias no Tejo e à colocação da região da planície em alerta amarelo a partir da tarde de hoje.
Perante a previsão da continuação de chuvas para os próximos dias o Governo Civil de Santarém já anunciou que é previsível a ocorrência de um aumento de caudal do Tejo e dos seus afluentes.
A primeira ocorrência de cheia poderá acontecer já esta tarde na estrada nacional 365 que poderá ser submersa na zona da Ponte do Alviela, no concelho de Santarém, já que este ponto é um dos primeiros a ser atingido pela subida do nível das águas do rio Tejo.
Mas as cheias podem ir muito mais além já que as chuvas que se fazem sentir em Espanha podem levar a que as barragens do país vizinho, que estão perto do limite, possam começar a lançar mais água no caudal do rio Tejo.
Durante a manhã de hoje a região estava também sujeita a alguns lençóis de água que apresentavam perigo para a circulação, nomeadamente na estrada entre Benfica do Ribatejo, em Almeirim, e Salvaterra de Magos, e também na estrada entre a Chamusca e Vale de Cavalos.
Para já a Protecção Civil recomenda à população que retire animais, objectos agrícolas e outros bens das zonas normalmente inundáveis e que se mantenha informada sobre o evoluir da situação.
Rio Douro com leito acima da média
Tal como o rio Tejo, também o leito do rio Douro está "acima da média, mas não há, até agora, risco de cheia", segundo informou o Centro de Previsão de Cheias que acrescentou ainda que a maré encontra-se a subir, estando a ser reduzido o caudal das barragens.
Um dos indicadores de risco de cheias na zona do estuário do Douro é o volume de água debitado pela barragem de Crestuma-Lever em que o primeiro patamar de alerta (a chamada fase de aviso) é atingido com os 2000 metros cúbicos por segundo e o segundo (da fase de alerta) é de 3500 metros cúbicos.
Nesta altura o caudal está perto dos 2000 metros cúbicos por segundo, o que serve de aviso para as zonas ribeirinhas do Porto e Gaia que são as primeiras a ficar inundadas quando se atinge os 3500 metros cúbicos por segundo.
Mas se no Porto a situação é ainda de aviso, o rio Douro já subiu cerca de quatro metros e atingiu um bar e uma loja de artesanato localizado no cais de Peso da Régua de onde estão a ser retirados os materiais e equipamentos.
"A subida das águas atingiu dois edifícios, localizados no cais da Régua, designadamente um bar restaurante e a loja de artesanato, de onde os bombeiros estão a ajudar a retirar os bens", esclareceram as autoridades locais.