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Santana Lopes apresenta balanço do mandato de presidente da Câmara de Lisboa

Santana Lopes apresenta balanço do mandato de presidente da Câmara de Lisboa

Dois dias depois de deixar pela segunda vez a presidência da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes lançou hoje o balanço do mandato, destacando a construção de três túneis e lamentando não ter concluído a reabilitação do Parque Mayer.

Agência LUSA /

No livro "Lisboa 2002-2005: Prestar Contas", Santana Lopes descreve o que prometeu e o que fez durante o mandato que começou em Janeiro de 2002 e que deixou quinta-feira para assumir o cargo de deputado na Assembleia da República.

"É assim que entendo a democracia. É assim que os lisboetas melhor poderão julgar a sua escolha. Faço-o com inteira liberdade: não disputo as próximas eleições autárquicas e tenho consciência de ter dado o que podia e sabia num período político de invulgar sobressalto", afirma o ex-presidente no prefácio, onde recorda as sucessivas saídas de elementos do seu executivo para o Governo: Paulo Portas, Henrique Freitas e Carmona Rodrigues.

Em Julho de 2004, seria a vez de Santana deixar a Câmara para substituir o ex-primeiro ministro Durão Barroso, que assumira a presidência da Comissão Europeia, tendo Carmona Rodrigues regressado para liderar o executivo municipal.

"Soma-se à sequência de imprevistos a dissolução da Assembleia da República, quatro meses depois, pondo termo a uma maioria parlamentar indivisa no que constituiu um verdadeiro golpe de Estado constitucional. (Ó) A 20 de Fevereiro de 2005, respondi pela efemeridade do meu Governo e pela austeridade do Governo anterior e perdi a batalha", recorda Santana Lopes.

Sobre o mandato autárquico, o ex-presidente mostra-se convicto de que em nenhum outro "se fez tanto trabalho", apesar da "contenção financeira e atribulação política".

Da obra que "fica", Santana destaca a construção de três túneis - o do Marquês, no Rego e na Avenida Infante Dom Henrique - e de sete piscinas, além do encerramento ao trânsito de quatro bairros históricos (Bairro Alto, Bica, Santa Catarina e Alfama).

A reabilitação urbana, "o grande desígnio deste mandato", a criação de espaços verdes, a projecção internacional da cidade e a requalificação dos bairros sociais são alguns dos projectos que levou "a cabo".

Entre o que prometeu e não cumpriu, Santana Lopes aponta o reforço da polícia municipal e o projecto de recuperação do Parque Mayer, deixando "ao próximo executivo camarário a possibilidade de ser senhor das suas decisões para a recuperação e devolução daquele espaço aos artistas e à arte".

Ao longo de 30 páginas, Santana Lopes revê, ponto por ponto, o programa eleitoral apresentado em 2001 para recordar o que foi feito e o que foi lançado.

O resto do livro, com mais de 150 páginas, exibe fotografias, acompanhadas por alguns comentários, de diferentes medidas e actos públicos, divididas por capítulos: reabilitação e requalificação, segurança e trânsito, espaços verdes, acção social, educação e desporto, cultura, comércio, internacional e município.

O livro apenas omite o mais recente "capítulo" da Câmara Municipal de Lisboa: a saída de Santana Lopes para o Parlamento, sob pena de perder para toda a legislatura o cargo de deputado para que foi eleito nas legislativas de Fevereiro, e o regresso à presidência de Carmona Rodrigues, lugar que ocupará até às eleições autárquicas, a 09 de Outubro de 2005.

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