Santana Lopes assume que termina mandato sem cumprir todas as promessas

Santana Lopes assume que termina mandato sem cumprir todas as promessas

O presidente da Câmara de Lisboa assumiu hoje que termina o mandato sem cumprir algumas promessas eleitorais, que gostaria de ver concretizadas pelo seu sucessor, relacionadas com o trânsito e saída dos ministérios do Terreiro do Paço.

Agência LUSA /

Pedro Santana Lopes sublinhou que em final de mandato convém lembrar algumas matérias que ficaram por concretizar para que não caiam no esquecimento e atribuiu o incumprimento de promessas à interrupção de funções na autarquia - para assumir o cargo de primeiro-ministro - e a dificuldades surgidas nas obras de escavação do túnel do Metro no Terreiro do Paço.

Relativamente às intenções que ficaram por cumprir em relação ao trânsito na Baixa Pombalina, Santana Lopes afirmou que o executivo camarário se deparou com complicações na obra do Metro, no Terreiro do Paço, que inviabilizaram um projecto para desviar o tráfego rodoviário em túnel.

"A minha ideia era trabalhar progressivamente para retirar o trânsito privado desta zona da cidade", disse Pedro Santana Lopes.

Segundo o autarca, foi com esta estratégia que começou a ser condicionado o trânsito nos bairros históricos de Lisboa.

A medida foi aplicada no Bairro Alto, Alfama, Bica e Santa Catarina.

"Se não tivesse interrompido as minhas funções aqui na câmara tinha feito isso também no Castelo e na Mouraria", referiu.

Para Santana Lopes, o "afastamento do automóvel privado" deve continuar a ser "um horizonte".

Também a transferência de ministérios do Terreiro do Paço ficou parada, apesar de ter merecido o aval do então primeiro-ministro Durão Barroso.

Santana Lopes manifestou-se hoje favorável a propostas de alguns especialistas e cidadãos de Lisboa, como a historiadora Raquel Henriques da Silva, para que o Terreiro do Paço se mantenha "como símbolo de poder", com a permanência do Ministério das Finanças, da Armada Portuguesa e do Supremo Tribunal de Justiça.

O autarca indicou como medidas a prosseguir a revitalização do comércio tradicional na Baixa e o regresso de jovens ao centro da cidade para habitar.

"Continuaram a viver sete pessoas na Praça do Rossio durante este mandato. O Rossio foi recuperado no mandato anterior, mas não foi possível criar condições" para atrair habitantes, acrescentou.

Santana Lopes congratulou-se com a aprovação, por unanimidade, da candidatura da Baixa Pombalina a património mundial, durante a cerimónia de apresentação de um livro que reúne 18 textos de especialistas sobre intervenções de salvaguarda naquela zona nobre da cidade.

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