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Seis alunos e professora ligeiramente feridos

Seis alunos e professora ligeiramente feridos

Um fogão de lenha, vulgarmente conhecido por salamandra, rebentou numa escola do primeiro ciclo situada na freguesia de Santana de Azinha no concelho da Guarda, provocando ferimentos ligeiros em seis crianças e uma professora.

RTP /
Os alunos do terceiro ano da escola de Carvalheira apanharam um susto mas da explosão resultaram sobretudo danos materiais e muito pânico Francisco Barbeira, Lusa

De acordo com uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, a explosão ocorreu cerca das 14h34 desta tarde na escola primária de Carvalheira, freguesia de Santana de Azinha.

Os quinze alunos regressaram à sala de aulas a seguir ao almoço e decidiu-se ligar a Salamandra pela primeira vez depois das férias da Páscoa que interromperam o ciclo lectivo.

A salamandra rebenta, mas não incendeia a escola, e os 26 bombeiros controlam logo a situação. Os feridos ligeiros, 6 alunos e a professora, em estado de choque, foram encaminhados para o hospital da Guarda.

Uma educadora de infância que estava numa outra sala da escola ao lado chegou a temer que alunas e professora estivessem mortas tal foi o estrondo da explosão. "Eu pensei que estava tudo morto. Pelo estrondo e quando visualizei pela porta ...era uma nuvem de fumo, eu imaginei o pior", relatou a educadora Maria Helena Faria.

Maria Helena ouviu um estrondo enorme. "Não sabia de onde vinha, quando me apercebi que a porta da sala da colega saltou. Vi uma nuvem de fumo, ouvi gritos e sai a pedir socorro", relatou.

Após a explosão quem se deslocou à sala pôde constatar que ela estava "um caos".

O pequeno Rodrigo, aluno do terceiro ano que esteve na sala de aula onde explodiu a salamandra e que saiu ileso, relata que a professora "começou a sentir um cheiro". "Estávamos sentados a trabalhar, e depois (a salamandra) explodiu", relata o jovem.

Ao local, deslocaram-se cinco entidades ligadas à Protecção Civil, com 22 homens e sete viaturas das corporações de bombeiros da Guarda e do Sabugal.

O vereador da Câmara da Guarda, Virgilio Bento, avança com as primeiras possibilidades quanto às causas da explosão. Tudo indica, de acordo com o vereador, que a caldeira de aquecimento central que funciona a lenha tenha explodido por "pressão a mais".

O sistema funciona, ainda de acordo com o autarca, com uma caldeira colocada no interior da sala de aula mas o acidente de hoje, garante, levará a edilidade a repensar a situação. A Câmara vai avançar desde já com as obras de recuperação da sala que ficou bastante danificada com os seus vidros partidos, sem porta e com o tecto danificado.

Para que as crianças não fiquem sem aulas e enquanto as obras decorrerem os alunos serão transferidos para o edifício que serve de para as Actividades dos Tempos Livres (ATL).

A GNR e os serviços técnicos da Câmara Municipal estão aproceder a investigações para determinar com maior certeza as verdadeiras causas do acidente.
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