Seis mil intenções de privados para remoção de material lenhoso
A plataforma do ICNF regista seis mil intenções de privados para remoção de material lenhoso e para intervenções nas áreas prioritárias para prevenir incêndios, disse hoje o Governo, em Pombal.
"Este processo está a ser acelerado. Estamos a criar as condições para garantir que as zonas prioritárias vão ser intervencionadas e, para isso, criámos condições e apoios para os proprietários o poderem fazer", afirmou o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira.
Após uma reunião com autarcas, o governante informou que a plataforma disponibilizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) contabiliza seis mil intenções para remover o material lenhoso, que se encontra caído devido à tempestade Kristin.
"Os proprietários têm autonomia e podem cortar a sua madeira e remover aquilo que é inflamável, ou os matos ou os sobrantes da exploração florestal", afirmou, acrescentando que os presidentes de Câmara, "enquanto responsáveis máximos de proteção civil", poderão trabalhar em conjunto e intervir "para garantir todo este plano de intervenção e de diminuição do risco".
Rui Ladeira acrescentou que, "em função da madeira tombada e do risco", os proprietários poderão identificar esse impacto e beneficiar de um apoio "até 1.500 euros" para "incentivar a remoção desse material lenhoso".
Se os privados não efetuarem a remoção nas zonas mais problemáticas e sensíveis, a legislação permite a intervenção das autarquias para "remover e garantir mais proteção" para que, "se acontecerem, os incêndios não tenham impacto".
Reconhecendo que a intervenção não será possível em todas as zonas afetadas até ao verão, o secretário de Estado das Florestas sublinhou que estão identificadas as áreas prioritárias e mais impactadas.
"Temos a noção de que nem toda a área vai ser intervencionada até ao verão. O que identificamos é cada um dos proprietários no seu espaço possa ter a oportunidade de retirar o seu material lenhoso e fazê-lo de forma autónoma", reforçou.
Confrontado com a dificuldade em obter mão de obra para a remoção e limpeza dos terrenos, o secretário de Estado das Florestas adiantou que o Governo tem trabalhado "com a indústria, para permitir que tenham linhas de crédito para poder receber a madeira".
"Essa matéria-prima é muito importante para o país, para poder ser criteriosamente trabalhada e garantir que as nossas unidades de transformação possam absorver e ficar com esse material", disse.
Também os municípios poderão "contratar serviços, para remover, e criar parques de madeira, se for o caso".
O foco, esclareceu o governante, é diminuir o risco de incêndio.