Senado Universidade de Coimbra dá luz verde à criação do Colégio das Artes
O Senado da Universidade de Coimbra deu hoje deu luz verde à criação de uma unidade orgânica para o ensino das artes, numa reunião que demorou cerca de cinco horas.
"O Senado deu apoio político à concretização de uma unidade orgânica com a designação de Colégios das Artes, capaz de conduzir à reflexão científica interdisciplinar das artes", explicou à Agência Lusa o reitor, Seabra Santos.
A proposta votada hoje pelo Senado resulta de um trabalho elaborado por uma comissão de reflexão para o ensino das artes, constituída em Abril de 2005 por professores da universidade.
O ensino das artes na Universidade de Coimbra passará pela promoção de um conjunto de mestrados e doutoramentos e outros cursos de formação avançada, a iniciar no ano lectivo 2007/2008.
A futura unidade orgânica terá também como objectivo a criação do Centro de Investigação em Estudos Artísticos, que será sujeito à avaliação da Fundação para a Ciência e Tecnologia, para efeitos de financiamento.
"É um desafio grande que se nos apresenta para dotar a Universidade de Coimbra de uma valência forte na área da arte", sublinhou Seabra Santos.
Sobre o Processo de Bolonha, o reitor disse que o Senado deliberou remeter a sua aplicação generalizada para 2007/2008, embora "possa haver um ou outro caso excepcional que possa entrar em vigor no próximo ano".
"Não temos muito tempo. É preciso que as propostas de reestruturação estejam concluídas até 31 de Outubro deste ano para que sejam aprovadas pela Direcção-Geral do Ensino Superior, com vista à sua entrada em Setembro de 2007", alertou Seabra Santos.
Na reunião de hoje do Senado, os presidentes dos Conselhos Directivos de todas as faculdades assinaram um documento criticando a direcção-geral da Associação Académica por não ter convidado o reitor para a cerimónia de tomada de posse.
"Incompreensível atitude de manifesta hostilidade perante o representante máximo da universidade, sobretudo se tivermos em conta que a AAC tem tomado parte nos seus órgãos legítimos", indica o documento.