País
"Sinal de alerta". Taxa de conclusão do ensino secundário caiu 10,7% em 2024/25
O Governo acredita que a quebra de ingressos no ensino superior em 2025/26, parcialmente relacionada com a redução da conclusão do ensino secundário, constitui uma "situação preocupante".
O número de alunos que concluiu o ensino secundário em 2024/2025 caiu 10,7 pontos percentuais face ao ano anterior, o que pode explicar a diminuição de colocados na primeira fase no concurso ao ensino superior. O Governo vê nesta redução “um sinal de alerta”.
No ano letivo 2024/2025, 79,4 por cento dos alunos de cursos científico-humanísticos concluíram o ensino secundário. No ano letivo anterior foram 90,1 por cento, o que se traduz numa redução de 10,7 pontos percentuais.
Os dados surgem no relatório “Quebra de Ingressos no Acesso ao Ensino Superior em 2025/26”, divulgado pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) em abril.
A redução do número de diplomados do ensino secundário é um dos fatores apontados pela DGES para a quebra de inscritos no ensino superior.
Outros fatores explicativos são os demográficos, a redução das classificações médias nos exames nacionais, o aumento do número mínimo de provas de ingresso e as “fragilidades no atual sistema de ação social, que limitam o acesso efetivo e a previsibilidade do apoio financeiro aos estudantes”.
“Em termos de inscritos no Ensino Superior, no total do sistema, existiu uma redução do número de novos matriculados de 83.800 em 2024/25 para 75.890 em 2025/26, uma redução de 7.998 inscritos, o que representa uma quebra de 10 por cento”, refere o relatório. Apesar da quebra no acesso ao ensino superior, o estudo revela um crescimento positivo de vias de acesso como para maiores de 23 anos e para titulares de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP).
A DGES frisa que a redução observada “ocorre num contexto marcado por pressão demográfica, pelo fim do período excecional da pandemia, pela entrada em vigor de alterações recentes no regime de acesso e por constrangimentos económicos que afetam a decisão de matrícula”.
“A quebra de ingressos no ensino superior registada no ano letivo de 2025/26 representa, por isso, um sinal de alerta”, já que “ocorre após vários anos de crescimento sustentado”, lê-se no documento.
O Governo “considera esta situação preocupante, pondo em causa objetivos de política pública definidos no seu programa”, nomeadamente a meta de 50 por cento de adultos com idade entre os 25 e os 34 anos com um diploma de ensino superior em 2030, sendo a meta definida a nível da União Europeia de 45 por cento.
No ano letivo 2024/2025, 79,4 por cento dos alunos de cursos científico-humanísticos concluíram o ensino secundário. No ano letivo anterior foram 90,1 por cento, o que se traduz numa redução de 10,7 pontos percentuais.
Os dados surgem no relatório “Quebra de Ingressos no Acesso ao Ensino Superior em 2025/26”, divulgado pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) em abril.
A redução do número de diplomados do ensino secundário é um dos fatores apontados pela DGES para a quebra de inscritos no ensino superior.
Outros fatores explicativos são os demográficos, a redução das classificações médias nos exames nacionais, o aumento do número mínimo de provas de ingresso e as “fragilidades no atual sistema de ação social, que limitam o acesso efetivo e a previsibilidade do apoio financeiro aos estudantes”.
“Em termos de inscritos no Ensino Superior, no total do sistema, existiu uma redução do número de novos matriculados de 83.800 em 2024/25 para 75.890 em 2025/26, uma redução de 7.998 inscritos, o que representa uma quebra de 10 por cento”, refere o relatório. Apesar da quebra no acesso ao ensino superior, o estudo revela um crescimento positivo de vias de acesso como para maiores de 23 anos e para titulares de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP).
A DGES frisa que a redução observada “ocorre num contexto marcado por pressão demográfica, pelo fim do período excecional da pandemia, pela entrada em vigor de alterações recentes no regime de acesso e por constrangimentos económicos que afetam a decisão de matrícula”.
“A quebra de ingressos no ensino superior registada no ano letivo de 2025/26 representa, por isso, um sinal de alerta”, já que “ocorre após vários anos de crescimento sustentado”, lê-se no documento.
O Governo “considera esta situação preocupante, pondo em causa objetivos de política pública definidos no seu programa”, nomeadamente a meta de 50 por cento de adultos com idade entre os 25 e os 34 anos com um diploma de ensino superior em 2030, sendo a meta definida a nível da União Europeia de 45 por cento.