Sócrates justifica novas auto-estradas para "poupar vidas"
O primeiro-ministro, José Sócrates, valorizou hoje o investimento em auto-estradas por "poupar vidas" e ser um meio de combate à sinistralidade rodoviária, ao inaugurar o lanço na A25 que completa a ligação entre Aveiro e Viseu.
"É bom que comecemos a compreender que o drama da sinistralidade deve ser enfrentado com medidas legislativas mais duras, mas também com medidas de prevenção e se há aspecto na prevenção que resulta é investir na melhoria das condições de circulação", disse o chefe do Governo.
José Sócrates falava na inauguração do lanço da A25 (IP5) entre o IC2 ( antiga EN1) em Albergaria-a-Velha, e Boa Aldeia, em Viseu, que desde hoje liga por auto-estrada Aveiro e Viseu, sem portagens, e resulta do largamento e correcção do Itinerário Principal nº5 (IP5).
Em relação ao troço que inaugurou, o primeiro-ministro salientou que fo i eliminado um dos pontos mais negros da sinistralidade rodoviária, o IP5, considerando que se trata de "um investimento na segurança e na vida, mas também na m elhoria da competitividade da economia portuguesa".
O presidente da Estradas de Portugal, António Laranjo, referiu a importância da obra "para dotar de perfil de auto-estrada um dos principais eixos viários do país que tinha graves problemas de sinistralidade" e articular com a rede espanhola em Vilar Formoso.
"As auto-estradas inserem-se no combate à sinistralidade e na aproximação aos padrões europeus", sublinhou.
"O programa de auto-estradas é indiciador da diminuição da sinistralida de e da mortalidade e daí o vigor que tem vindo a ser feito nesta aposta", acrescentou o presidente da Estradas de Portugal.
Salientando o objectivo de concluir a auto-estrada das Beiras Litoral e Alta o mais rapidamente possível e com qualidade, o presidente da Mota/Engil, António Mota, salientou que o projecto "foi executado exclusivamente por empresas portuguesas", demonstrando a capacidade nacional.
António Mota referiu também que, "além de medidas de rigor, é preciso preparar as condições para desenvolver a economia nacional" e que "há capacidade e saber nacional para concluir" o plano rodoviário, ferroviário e portuário.
Mota apelou para sejam acelerados aqueles processos, porque "o sector d a construção civil e obras públicas vive uma situação dramática, com a diminuição das encomendas para os próximos anos".
A construção da A25, entre a A1 e Vilar Formoso, numa extensão total de 172 quilómetros, teve início em Julho de 2003.
Abriram hoje ao tráfego os sublanços IC2/Talhadas (16 quilómetros), Talhadas/Vouzela (17 quilómetros) e Vouzela/Boa Aldeia (12 quilómetros), num total de 45 quilómetros.
Os novos lanços estão equipados com sistemas de classificação e contagem de tráfego e informação ao utente através de painéis de mensagem variável, postos SOS e circuito fechado de vídeo-vigilância.
A abertura ao tráfego dos restantes lanços da concessão está prevista para Junho de 2006, nos casos dos lanços Viseu/Mangualde (9 km) e Mangualde/Guard a (58 Km), e Setembro de 2006, na variante sul a Viseu, correspondente ao lanço Boa Aldeia/Viseu, numa extensão de 21 quilómetros.