País
Sondagem Católica. PS e AD ficariam empatados se houvesse eleições legislativas
De acordo com a sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e jornal Público, se houvesse eleições legislativas hoje, o PS e a AD teriam uma percentagem de intenções de voto semelhante, o que representa uma subida do Partido Socialista. Quanto ao desempenho do Governo de Luís Montenegro, a avaliação negativa aumentou.
As estimativas apontam que, se os portugueses fossem às urnas agora, os resultados eleitorais dariam um regresso de um empate entre o PS e a AD (coligação entre o PSD e CDS-PP que venceu as últimas legislativas). E mesmo no melhor cenário para o Chega, o partido de André Ventura ficaria a 2 pontos do pior resultado dos socialistas e da coligação do Governo.
As estimativas dos restantes partidos não apresentam diferenças significativas, embora o PAN ficasse “muito provavelmente fora do Parlamento”.
Ainda assim, as estimativas apontam para uma percentagem “muito elevada” de indecisos – 18 por cento disse não saber qual seria a intenção direta de voto.
Dos inquiridos, 22 por cento disse ter intenção direta de voto no PS e 21 por cento na AD – uma diferença significativa comparativamente a dezembro, visto que as intenções diretas do PS eram de 19 por cento e da AD de 24 por cento.
Considerando as intenções de voto, tanto PS como AD teriam 29 por cento dos votos, seguidos do Chega com 21 por cento.
O PS “cresce significativamente face à sondagem de dezembro” (que estimava que teria 23 por cento dos votos) e tendo “uma percentagem de intenções de voto semelhante à da AD”.
As estimativas dos restantes partidos não apresentam diferenças significativas, embora o PAN ficasse “muito provavelmente fora do Parlamento”.
Ainda assim, as estimativas apontam para uma percentagem “muito elevada” de indecisos – 18 por cento disse não saber qual seria a intenção direta de voto.
Dos inquiridos, 22 por cento disse ter intenção direta de voto no PS e 21 por cento na AD – uma diferença significativa comparativamente a dezembro, visto que as intenções diretas do PS eram de 19 por cento e da AD de 24 por cento.
Sem alternativas ao atual Governo
De acordo com a sondagem, a maioria dos inquiridos afirma que iria votar
se o país fosse, neste momento, a votos para a Assembleia da República.
Dos inquiridos nesta sondagem, 84 por cento diz ter a “certeza que iria votar”.
Apenas 3 por cento destes não tem a certeza de iria votar numas Legislativas, um por cento não tencionava ir e 2 por cento não ia de certeza. Numa eleição real, é sublinhado na sondagem, estas percentagens podiam ser muito diferentes, até porque “a percentagem de abstencionistas será sempre superior às percentagens que se encontram neste tipo de inquéritos”.
“Isso acontece porque muitos dos abstencionistas não aceitam sequer responder a inquéritos políticos”, é referido.
Apenas 3 por cento destes não tem a certeza de iria votar numas Legislativas, um por cento não tencionava ir e 2 por cento não ia de certeza. Numa eleição real, é sublinhado na sondagem, estas percentagens podiam ser muito diferentes, até porque “a percentagem de abstencionistas será sempre superior às percentagens que se encontram neste tipo de inquéritos”.
“Isso acontece porque muitos dos abstencionistas não aceitam sequer responder a inquéritos políticos”, é referido.
Ainda assim, 48 por cento dos inquiridos não considera que haja
“algum partido na oposição que conseguiria governar melhor do que o
atual governo”. E dos 44 por cento que acha que havia alternativa,
22 por cento indica que o PS seria melhor, 15 por cento acha que seria o
Chega, 4 por cento a Iniciativa Liberal, 3 por cento o Livre, 2 por
cento a CDU e 1 por cento o Bloco de Esquerda.
Habitação e Saúde com a pior avaliação
Os inquiridos avaliaram ainda o desempenho do Governo em funções, eleito em 2025, e segundo a sondagem a “avaliação negativa subiu para 41 por cento”, sendo a percentagem mais elevada desde Luís Montenegro tomou posse como primeiro-ministro.
O desempenho tem sido “razoável” para 46 por cento dos inquiridos, mau para 27 por cento e muito mau para 14 por cento. Só 10 por cento avaliou como “bom” e um por cento com “muito bom”.
Na última sondagem, divulgada em dezembro de 2025, 49 por cento consideravam que o Executivo tinha um desempenho razoável, 19 por cento diziam que era “mau” e 13 por cento “muito mau”.
Avaliando o desempenho do Governo por áreas, a Habitação e a Saúde foram as que tiveram pior avaliação.
A nível da Habitação, 37 por cento classificou como mau, 24 por cento como muito mau e 30 por cento razoável. Já na Saúde, 31 por cento diz que o desempenho é mau, 32 por cento é muito mau e só 28 por cento acha razoável.
Quanto à Economia, 42 por cento avalia como razoável e 13 por cento como bom, face a 29 por cento que diz que é mau e uns 14 por cento que acha muito mau.
A sondagem foi feita já com o impasse nos exames nacionais. E mais de metade dos portugueses estão descontentes com a Educação: só 9 por cento avaliou como bom. Há 33 por cento que considera razoável, 31 como mau e 23 como muito mau.
A nível da Segurança, a avaliação aparenta ser menos negativa com 17 por cento a indicar como bom e 42 por cento como razoável.
O desempenho tem sido “razoável” para 46 por cento dos inquiridos, mau para 27 por cento e muito mau para 14 por cento. Só 10 por cento avaliou como “bom” e um por cento com “muito bom”.
Na última sondagem, divulgada em dezembro de 2025, 49 por cento consideravam que o Executivo tinha um desempenho razoável, 19 por cento diziam que era “mau” e 13 por cento “muito mau”.
Avaliando o desempenho do Governo por áreas, a Habitação e a Saúde foram as que tiveram pior avaliação.
A nível da Habitação, 37 por cento classificou como mau, 24 por cento como muito mau e 30 por cento razoável. Já na Saúde, 31 por cento diz que o desempenho é mau, 32 por cento é muito mau e só 28 por cento acha razoável.
Quanto à Economia, 42 por cento avalia como razoável e 13 por cento como bom, face a 29 por cento que diz que é mau e uns 14 por cento que acha muito mau.
A sondagem foi feita já com o impasse nos exames nacionais. E mais de metade dos portugueses estão descontentes com a Educação: só 9 por cento avaliou como bom. Há 33 por cento que considera razoável, 31 como mau e 23 como muito mau.
A nível da Segurança, a avaliação aparenta ser menos negativa com 17 por cento a indicar como bom e 42 por cento como razoável.
Ficha técnica
Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 6 e 10 de julho de 2026. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 996 inquéritos válidos, sendo 43% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 31% da região Norte, 19% do Centro, 36% da A.M. de Lisboa, 6% do Alentejo, 5% do Algarve, 1% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários, região e comportamento de voto com base nos dados do recenseamento eleitoral e das últimas eleições legislativas. A taxa de resposta foi de 34%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 996 inquiridos é de 3,1%, com um nível de confiança de 95%.
*Foram contactadas 2968 pessoas. De entre estas, 996 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.
Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 6 e 10 de julho de 2026. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 996 inquéritos válidos, sendo 43% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 31% da região Norte, 19% do Centro, 36% da A.M. de Lisboa, 6% do Alentejo, 5% do Algarve, 1% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários, região e comportamento de voto com base nos dados do recenseamento eleitoral e das últimas eleições legislativas. A taxa de resposta foi de 34%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 996 inquiridos é de 3,1%, com um nível de confiança de 95%.
*Foram contactadas 2968 pessoas. De entre estas, 996 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.