País
Suspeito de atirar "cocktail molotov" na Marcha pela Vida fica em prisão preventiva
O suspeito de atirar um "cocktail molotov" contra manifestantes que protestavam contra o aborto na Marcha pela Vida, a 21 de março, vai ficar em prisão preventiva.
A medida de coação foi aplicada pelo Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.
A defesa já anunciou que vai pedir recurso da decisão e não confirma se o crime de terrorismo consta do despacho.
O homem, de 39 anos, é militante do PS e foi detido na quarta-feira pela Polícia Judiciária por "tentativa da prática dos crimes de infrações terroristas", posse de arma proibida, incêndio, explosão e "outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física".
A RTP apurou que, durante as buscas à casa do suspeito, foi encontrado um cartão que o associa ao Partido Socialista.
Em comunicado, o PS anunciou que vai abrir um processo disciplinar que, caso os factos se confirmem, pode levar à expulsão do militante. Para já, os órgãos do partido decidiram pela suspensão do militante.