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"Tempestade Perfeita". Começou julgamento de suspeitas de corrupção na Defesa
Começou esta terça-feira o julgamento do processo Tempestade Perfeita. Um caso relacionado com suspeitas de corrupção na Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional. Há 73 arguidos, entre os quais, três antigos dirigentes, que terão lesado o Estado em cerca de um milhão de euros.
Há uma ausência de peso, de uma das figuras centrais do processo: Paulo Branco, antigo diretor dos serviços de Infraestruturas da Direção Geral de Recursos de Defesa Nacional. Está acusado de 11 crimes, entre os quais corrupção ativa e passiva mas não compareceu no tribunal por estar no estrangeiro.
Já Alberto Coelho, antigo diretor-geral do organismo público que está no epicentro do caso que abalou a Defesa sentou-se no banco do réus.
Segundo a acusação do Ministério Público estes altos cargos do estado utilizavam a posição que tinham para benefício próprio. Terão recebido dinheiro e bens como carros de luxo, obras em casa, imobiliário, eletrodomésticos e até vinhos.
Em troca terão adjudicado obras e serviços a empresas de confiança que poderão não ter sido realizados. Cobravam comissões que iam parar a empresas fictícias em nome de familiares.
Um dos casos polémicos é o do antigo hospital militar de Belém. A reabilitação de três dos cincos pisos devia ter custado 750 mil euros. A conta final ficou em 3,2 milhões euros.
Mas há mais. Sob suspeita estão cerca de 40 adjudicações.
O caso começou a ser investigado em 2018. As primeiras buscas e detenções aconteceram no final de 2022.
O julgamento arranca, agora, quase 16 meses depois da decisão instrutório, que veio confirmar na íntegra a acusação proferida pelo Ministério Público em agosto de 2023.