Tempestade Vince, a primeira a tocar costas ibéricas
A tempestade tropical "Vince", que passou a sul de Portugal e entrou hoje em Espanha, foi a primeira da história da meteorologia a tocar costas ibéricas, segundo o Centro Nacional de Furacões sedeado em Miami (Estados Unidos).
De acordo com Centro Nacional de Furacões (NHC), a "Vince" é a 20ª tempestade tropical registada este ano no Atlântico.
"É a primeira vez desde que os furacões são registados que uma tempestade tropical toca a costa de Espanha", indicou o NHC, em comunicado.
A "Vince" foi inicialmente classificada como furacão no domingo, quando ainda se encontrava numa zona próxima da Madeira, antes de perder intensidade ao aproximar-se do sul de Portugal e Espanha.
"Segundo os arquivos históricos, nunca nenhum ciclone tropical se dirigiu para a península ibérica", indicou James Franklin, meteorologista do NHC citado pela agência France Presse.
A tempestade "Vince" formou-se entre o arquipélago dos Açores e as Canárias, numa zona onde a temperatura da água não ultrapassa os 23/24 graus.
Normalmente, segundo o NHC, os furacões e as tempestades tropicais formam-se em águas mais quentes.
Hoje, em comunicado, o Instituto de Meteorologia (IM) português informou que a tempestade tropical "Vince" tinha diminuído de intensidade e havia passado a depressão tropical ao início da manhã.
Até quinta-feira, o IM prevê a ocorrência de aguaceiros e vento forte em Portugal.
Os efeitos da passagem da tempestade em território continental português fizeram-se sentir no Algarve, onde se registaram aguaceiros e vento forte, devendo estas condições manter-se até quarta-feira.
O IM prevê que quarta-feira o território do continente continue a ser afectado por uma massa de ar quente, húmido e instável.
Prevê-se ainda a ocorrência de aguaceiros que podem ser fortes nas regiões do norte e do centro. Nas terras altas o vento deverá soprar forte e com rajadas.
A tempestade "Vince" pertence à temporada de furacões e ciclones, que começa a 01 de Junho e termina a 30 de Novembro.
De acordo com o NHC, a temporada 2005 de furacões no Atlântico é a segunda mais activa desde o início das estatísticas em 1851.
O ano de 1933 foi mais activo, com 21 furacões formados.
No total, formaram-se este ano 11 furacões, entre os quais os mortíferos Katrina, Rita e Stan.