Paulo Rainha Mateus sucede a Tiago Oliveira na liderança da agência para gestão de fogos

Paulo Rainha Mateus sucede a Tiago Oliveira na liderança da agência para gestão de fogos

Tiago Oliveira, presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais desde 2017, apresentou a demissão por razões pessoais. Paulo Rainha Mateus, atualmente vogal desta agência, irá liderar esta agência.

Lusa /
Foto: Fátima Pinto - RTP

O Governo nomeou para presidente do conselho diretivo da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) Paulo Rainha Mateus, que é atualmente vogal deste órgão, após a demissão de Tiago Oliveira.

"Foi nomeado para presidente do conselho diretivo da AGIF, o mestre Paulo José Vaz Rainha Mateus"
, anunciou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa.

A nomeação tem efeito a 16 de maio. Paulo Rainha Mateus, ocupava, até agora, o cargo de vogal do conselho diretivo da AGIF.

Paulo Rainha Mateus tem um mestrado em Engenharia Florestal, uma pós-graduação em Engenharia dos Recursos Florestais e uma licenciatura em Engenharia Florestal. 

"Imperativos de natureza pessoal"

Tiago Oliveira deixa o cargo no sábado, numa altura em se inicia ao primeiro reforço de meios de combate a incêndios.

Numa carta de despedida à equipa da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), a que a Lusa teve acesso, o engenheiro florestal refere que "imperativos de natureza pessoal" levaram a que tenha pedido a demissão ao ministro da Agricultura em março, adiantando que a exoneração terá efeitos no sábado.

"Fi-lo também com pesar porque estou bem consciente da excecionalidade da equipa que somos, quer do ponto de vista técnico quer humano. O conhecimento, a capacidade de foco nos objetivos, com autonomia e responsabilidade de decisão, e a motivação para fazer acontecer combinaram-se para dotar esta equipa de uma têmpera única e uma persistência inabalável", refere Tiago Oliveira na missiva.

Tiago Oliveira lidera a AGIF desde 2017, tendo sido escolhido pelo antigo primeiro-ministro António Costa para criar no país um sistema para coordenar, planear e avaliar os fogos rurais com foco para a prevenção depois dos incêndios desse ano.

Durante o Governo socialista, a AGIF esteve na tutela do primeiro-ministro, passando para o Ministério da Agricultura com o Governo da AD e tem sido alvo de críticas de algumas organizações do setor, como a Liga dos Bombeiros Portugueses.

Na carta, Tiago Oliveira refere que a equipa da AGIF vai continuar a ser "a força e o segredo por detrás dos êxitos pesem embora todas as complexidades - técnicas e político-institucionais - inerentes".

O ainda presidente da AGIF destaca a estratégia desenhada por esta agência, nomeadamente o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, a cooperação internacional e criação do mecanismo de apoio às queimadas

A agência Lusa contactou Tiago Oliveira, que se escusou a avançar com mais esclarecimentos, remetendo as justificações para a carta que enviou à equipa da AGIF.

Tiago Oliveira deixa a AGIF quando acontece o primeiro reforço de meios de combate aos fogos no âmbito do Dispositivo de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

 

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