Transportes urbanos de Viseu com seis autocarros preparados para deficientes
O Serviço de Transportes Urbanos de Viseu (STUV) dispõe a partir de hoje de seis novos autocarros com piso rebaixado, para facilitar o transporte de deficientes e outras pessoas com problemas de locomoção.
Nelson Almeida, da empresa Berrelhas, concessionária dos STUV, disse aos jornalistas que os seis novos autocarros constituem um investimento de um milhão de euros.
"Temos poucos passageiros com deficiência, mas o facto de o carro ser rebaixado também facilita a vida aos idosos", referiu, acrescentando que esta é mais uma aposta da empresa na comodidade, na convicção de que, se os utentes tiverem bons transportes públicos, passam a deixar as viaturas em casa.
Segundo Nelson Almeida, a empresa tem 27 autocarros a percorrer a zona urbana de Viseu, o mais velho dos quais com nove anos.
O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, considera que o sistema de transportes colectivos do concelho, entregue desde 1995 à empresa Berrelhas, é um exemplo que devia ser seguido a nível nacional.
"Temos um sistema de transportes colectivos que pratica valores inferiores aos que são normais em situações congéneres, não recebemos nenhum dinheiro da tutela nem pagamos. É a aplicação pura e simples da lei da oferta e da procura", explicou aos jornalistas.
Segundo o autarca social-democrata, trata-se de "uma empresa privada que arrisca o seu património, não se conhece que esteja desgostosa, e cada vez vai investindo mais".
"A prova é que temos cada vez mais autocarros, mais novos, alargamos o nosso âmbito de acção e isso não custa um tostão ao erário público", frisou o também presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
"Pode ser mesmo um +case study+ em termos nacionais. Basta ver sistemas municipais de transportes que algumas Câmaras ainda têm e a dificuldade em termos orçamentais. Nós não temos esses problemas", acrescentou.
Segundo Fernando Ruas, a realidade actual é muito diferente da existente no tempo dos Transportes Colectivos de Viseu, constituídos pelo somatório de autocarros das oito empresas que formavam o consórcio.
"Mandavam para aqui os piores autocarros, os piores condutores, ou seja, os mais maçaricos, que era para aprenderem, e os autocarros eram um de cada cor", contou.