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Três em cada quatro acidentes de trator resultam em morte, arco salva vidas

Três em cada quatro acidentes de trator resultam em morte, arco salva vidas

Três em cada quatro acidentes de trator são "mortais" e 70 por cento das vítimas resultam de capotamentos, em grande parte devido à inexistência ou não utilização do chamado "arco de Santo António", alertou esta quinta-feira fonte da GNR.

Lusa /

Em declarações à Lusa, o comandante do destacamento de Póvoa de Lanhoso da GNR, Ricardo Lopes, adiantou que vítimas mortais de acidentes com tratores têm normalmente acima de 70 anos e as suas viaturas não dispõem daquele arco.

"Há também casos de acidentes mortais em que os tratoristas recolheram o arco, para passar em locais de acesso mais complicado, e não voltaram a levantá-lo", acrescentou.

Disse ainda que "o ideal" é utilizar tratores com cabine, embora esses sejam mais caros.

"São mais caros mas incomparavelmente mais seguros, e a vida humana não tem preço", sublinhou.

Hoje, a Secção de Programas Especiais do Destacamento Territorial da GNR de Póvoa de Lanhoso, em parceria com o município e com os bombeiros locais, realizou uma ação de sensibilização e de prevenção de acidentes com tratores agrícolas, no parque radical daquela vila.

Foi montado um cenário com dois tratores capotados, um com arco de segurança e outro sem qualquer sistema de proteção, para demonstração das possíveis consequências em caso de acidente.

O objetivo foi sensibilizar os utilizadores de tratores agrícolas para a necessidade de cumprirem com as regras de segurança durante a sua condução e alertar a população em geral para os perigos do uso incorreto das máquinas agrícolas, que frequentemente resultam em acidentes com consequências graves.

Paralelamente, foi distribuído um folheto que dá conta de que 3 em cada 4 acidentes com tratores resultam em mortes.

O folheto refere ainda que 70 por cento das vítimas mortais estiveram envolvidas em capotamentos.

"Em caso de capotamento, o arco de Santo António pode fazer a diferença entre a vida e a morte", alertou Ricardo Lopes.

 

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