Tribunal da Póvoa de Varzim julga gangue acusado de roubar seis bancos à mão armada
Póvoa de Varzim, Porto, 01 Jul (Lusa) - O Tribunal da Póvoa de Varzim inicia segunda-feira o julgamento de quatro homens acusados de roubarem mais de 35 mil euros em seis assaltos à mão armada a agências bancárias do Norte, disse hoje fonte judicial.
Todos os acusados - com residências em Matosinhos e em Gaia e com idades entre 21 e 44 anos - estão em prisão preventiva.
Três têm antecedentes criminais e dois estavam em liberdade condicional à data dos assaltos, consumados entre 27 de Junho e 19 de Setembro do ano passado.
Cada um dos quatro arguidos está acusado formalmente da prática de seis crimes de roubo e um de falsificação de documento.
Um deles - o único sem antecedentes criminais conhecidos - é ainda acusado de dois crimes de detenção de arma proibida.
Os assaltos foram concretizados numa dependência da Caixa Geral de Depósitos, em Balasar (Póvoa de Varzim), e em cinco dependências do Banif nas localidades de Gemunde (Maia), Rio Tinto (Gondomar), Arcozelo (Gaia), Alfena (Valongo) e Lixa (Felgueiras).
Na acusação, consultada pela agência Lusa, o Ministério Público (MP) diz que os arguidos "faziam previamente o estudo e reconhecimento dos locais a assaltar", muniam-se de armas de fogo, luvas, meias de vidro e veículos, nos quais colocavam matrículas falsas.
De acordo com o MP, o modo de actuação era sempre o mesmo: três dos assaltantes, "devidamente armados e encapuzados, preferencialmente com meias de vidro", dirigiam-se à agência bancária e o quarto ficava ao volante da viatura, esperando a consumação do assalto.
No interior da agência, um assaltante permanecia nas imediações da porta de saída, travando entradas e saídas, outro controlava os movimentos de funcionários e clientes no interior da agência e um terceiro concretizava a ameaça com arma e recolhia o dinheiro.
Em alguns casos, os assaltantes roubaram não só dinheiro dos bancos, mas também o de funcionários e clientes.
No conjunto dos seis assaltos, os quatro arguidos roubaram 34.770 euros propriedade dos bancos e 480 euros de funcionários e clientes.
Roubaram ainda 560 dólares norte-americanos e mais 100 euros, em notas com numeração registada nas agências de forma a constituírem o chamado dinheiro-isco, prova fundamental no processo.