Tribunal de Contas dá razão ao INEM e considera válido ajuste direto para helicópteros

Tribunal de Contas dá razão ao INEM e considera válido ajuste direto para helicópteros

O Tribunal de Contas (TdC) revogou a anterior decisão de recusar o visto ao ajuste direto feito pelo INEM para o serviço de helicópteros de emergência, considerando agora válido esse contrato assinado com a empresa Gulf Med.

Lusa /

Segundo fonte ligada do processo, esta decisão surge na sequência do recurso interposto pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) ao acórdão de outubro do TdC que tinha considerado nulo o ajuste direto para a operação de quatro meses dos helicópteros de emergência médica.

Com a revogação da recusa de visto, o TdC passou a considerar válido o contrato por ajuste direto entre o INEM e a Gulf Med, que terminou em outubro, o que, na prática, resulta em penalizações menores que o instituto terá de aplicar à empresa que assegura o transporte aéreo de emergência, uma vez que a prestação do serviço passa a ter enquadramento legal, referiu a mesma fonte.

O serviço de helicópteros de emergência médica foi adjudicado à Gulf Med Aviation Services, no âmbito de um concurso público internacional que previa o início da operação a 01 de julho de 2025, o que não aconteceu, obrigando o INEM a avançar com um ajuste direto à mesma empresa e a contar com o apoio da Força Aérea.

Na altura, o INEM justificou o recurso ao ajuste direto, que tinha um valor máximo de cerca de quatro milhões de euros, para salvaguardar que o transporte aéreo de emergência médica não fosse interrompido.

Em novembro de 2025, todos os quatro novos helicópteros de emergência médica, sediados nas bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé, começaram a operar em pleno, já ao abrigo do contrato que resultou do concurso público internacional, que prevê um montante de 77,5 milhões de euros até 2030.

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