País
Uber e Bolt terão "zonas vermelhas" em Lisboa e motoristas falam em "ataque severo"
A Câmara de Lisboa, a Uber e a Bolt assinaram um acordo que define locais proibidos para entrarem e saírem passageiros. Surgem também zonas semelhantes às praças de táxis. Os operadores recusam as críticas de que se trata de um "ataque severo" e acreditam que "é o melhor para todos".
As plataformas TVDE não vão poder apanhar clientes em várias ruas de Lisboa. O acordo assinado esta quinta-feira entra gradualmente em vigor nas próximas semanas, com as aplicações da Uber e da Bolt a não permitirem a entrada e a saída de passageiros em certas zonas da cidade.
São dados como exemplos de "zonas vermelhas" o eixo central da Avenida da Liberdade, da Avenida da República e da Avenida D. João II, bem como a Avenida Padre Cruz, a Rua de São Pedro de Alcântara, a Rua do Ouro, a Rua de Belém, e outras ruas estreitas de zonas históricas.
"Queremos uma Lisboa cada vez mais com regras, ordenada e qualificada" na mobilidade, explicou o vice-presidente da autarquia, Gonçalo Reis, após a assinatura do acordo na câmara municipal.
Com as "zonas vermelhas", Gonçalo Reis diz que "quer dar todas as possibilidades ao peão, ao transporte individual também".
Estão previstas também zonas semelhantes às praças de táxi, locais até onde os passageiros se podem dirigir porque estão reservadas para veículos TVDE. O autarca deu como exemplos a Praça do Império, próxima do Mosteiro dos Jerónimos, e também o Campo das Cebolas e a zona do Oriente.
O acordo não prevê multas e menciona também um compromisso para a boa condução: "Os operadores TVDE devem ter especial atenção em cumprir as regras básicas, isto significa não circular nas faixas BUS" e "não estacionar em cima de passadeiras ou "em segunda fila", avisa Reis.
Sobre as faixas BUS, o vice-presidente lembra que, se não forem usadas indevidamente pelos motoristas, "vai obviamente melhorar a utilização das faixas BUS" pela Carris, que apresentou no ano passado a mais baixa velocidade média de sempre nos autocarros - 13,66 quilómetros por hora.
Questionado pela Antena 1 sobre um reforço dos corredores BUS para melhorar esse número, Gonçalo Reis adiou o tema para o futuro e preferiu sublinhar um futuro reforço da oferta da Carris.
Estão previstas também zonas semelhantes às praças de táxi, locais até onde os passageiros se podem dirigir porque estão reservadas para veículos TVDE. O autarca deu como exemplos a Praça do Império, próxima do Mosteiro dos Jerónimos, e também o Campo das Cebolas e a zona do Oriente.
O acordo não prevê multas e menciona também um compromisso para a boa condução: "Os operadores TVDE devem ter especial atenção em cumprir as regras básicas, isto significa não circular nas faixas BUS" e "não estacionar em cima de passadeiras ou "em segunda fila", avisa Reis.
Sobre as faixas BUS, o vice-presidente lembra que, se não forem usadas indevidamente pelos motoristas, "vai obviamente melhorar a utilização das faixas BUS" pela Carris, que apresentou no ano passado a mais baixa velocidade média de sempre nos autocarros - 13,66 quilómetros por hora.
Questionado pela Antena 1 sobre um reforço dos corredores BUS para melhorar esse número, Gonçalo Reis adiou o tema para o futuro e preferiu sublinhar um futuro reforço da oferta da Carris.
Plataformas falam de boas mudanças no setor
O acordo não caiu bem entre motoristas TVDE, com o presidente da Associação Nacional Movimento TVDE a classificá-lo como "ataque severo" e a dizer que vai "reconsiderar a posição do setor em relação à Câmara Municipal de Lisboa".
"Não faz sentido restringir o TVDE quando outros serviços, como os táxis, os transfers, os tours ou os tuk-tuks, podem fazer esta mobilidade nos sítios onde estão a restringir a recolha", afirma Victor Soares à Antena 1. Declarações de Victor Soares à jornalista Ana Fernandes Silva
Em resposta a estas críticas, após a assinatura do acordo, o responsável da Bolt Portugal diz que as mudanças são o "melhor para todos".
O acordo não caiu bem entre motoristas TVDE, com o presidente da Associação Nacional Movimento TVDE a classificá-lo como "ataque severo" e a dizer que vai "reconsiderar a posição do setor em relação à Câmara Municipal de Lisboa".
"Não faz sentido restringir o TVDE quando outros serviços, como os táxis, os transfers, os tours ou os tuk-tuks, podem fazer esta mobilidade nos sítios onde estão a restringir a recolha", afirma Victor Soares à Antena 1. Declarações de Victor Soares à jornalista Ana Fernandes Silva
Em resposta a estas críticas, após a assinatura do acordo, o responsável da Bolt Portugal diz que as mudanças são o "melhor para todos".
Comparando com o aeroporto de Lisboa, em que diz que "no ideal seria na pista de aterragem" a entrada do passageiro, Mário de Morais defende que as mudanças fazem sentido.
"Os passageiros vão ser encaminhados para os melhores locais de recolha, e estamos a falar de alguns segundos a pé - faz bem a toda a gente", enquanto os motoristas "sabem exatamente para onde têm de ir".
Já o diretor-geral da Uber Portugal garante que não vai haver um aumento de preços. Por outro lado, diz também que não se perdem receitas.
Francisco Vilaça acredita que o acordo cria as condições para manterem um serviço "fiável e rápido".
Há também o compromisso de chegar à neutralidade carbónica da frota TVDE até 2030, com metas graduais: 60% até final de 2026; 70% até final de 2027; 80% até final de 2028; 90% até final de 2029; e 100% até final de 2030.
"Os passageiros vão ser encaminhados para os melhores locais de recolha, e estamos a falar de alguns segundos a pé - faz bem a toda a gente", enquanto os motoristas "sabem exatamente para onde têm de ir".
Já o diretor-geral da Uber Portugal garante que não vai haver um aumento de preços. Por outro lado, diz também que não se perdem receitas.
Francisco Vilaça acredita que o acordo cria as condições para manterem um serviço "fiável e rápido".
Há também o compromisso de chegar à neutralidade carbónica da frota TVDE até 2030, com metas graduais: 60% até final de 2026; 70% até final de 2027; 80% até final de 2028; 90% até final de 2029; e 100% até final de 2030.
Segundo dados do responsável da Bolt, existem cerca de dez mil viaturas do setor a operar nesta altura em Lisboa.