Um euro por resposta e 12 euros por prova. Pagamento do Governo a exames suscita críticas por "preço de saldo"

Um euro por resposta e 12 euros por prova. Pagamento do Governo a exames suscita críticas por "preço de saldo"

Num comunicado enviado às redações, o Ministério da Educação veio esclarecer a tabela de pagamento aos professores na avaliação dos exames nacionais. A Fenprof considerou ridícula a proposta e falou de falta de respeito pelos professores. A FNE considera os valores aceitáveis enquanto os diretores escolares falam de um "preço de saldo" que tem de ser revisto pelo ministro das Finanças.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Lusa

Filinto Lima, em entrevista à RTP, considera que a medida de remunerar professores pelos exames é uma medidas positiva, mas considera que "não é assim que se tratam os nossos professores". "Caiu bastante mal" junto dos docentes, admite o responsável da associação que representa os diretores escolares. Pede que o minsitro das Finanças venha atualizar este valor", porque considera que não se pode pagar pela classificação "a preço de saldo". "Está a ser mal pago", acrescenta.
Filinto Lima quer ainda que o ministro venha esclarecer se fica afatada a medida anunciada "com pompa e circunstância" de um alto dirigente do PSD, que garantia que os professores iriam ganhar horas extraordinárias. 

A Fenprof assinala que a tabela anunciada pelo ministro da Educação não paga o trabalho exigido aos professores. A decisão é para já a apresentação de uma queixa contra a convocatória para a correção dos exames.
Já a Federação Nacional da Educação diz que os valores pagos aos professores para corrigirem os exames são aceitáveis.
O documento “determina o pagamento, a todos os professores classificadores dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, de um euro por cada resposta classificada e de 12 euros por cada prova reapreciada (…) medida que se aplica às classificações da 1.ª fase, da 2.ª fase e da época extraordinária”.



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