Um lutador pela democracia e um político com grande dimensão humana

Um lutador pela democracia e um político com grande dimensão humana

Oeiras, 18 dez (Lusa) - O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, considerou hoje que o antigo presidente da Checoslováquia e da República checa foi um lutador pela democracia e liberdade e um político com uma grande dimensão humana.

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O antigo presidente checo Vaclav Havel morreu hoje aos 75 anos, tendo conduzido a Checoslováquia na transição do regime de influência soviética para a democracia em 1989, naquela que ficou conhecida como "Revolução de Veludo".

Vaclav Havel tornou-se o décimo presidente da Checoslováquia e foi o primeiro chefe de Estado da República Checa - o novo país que surgiu depois da separação da Eslováquia em 1993, cargo que ocupou até 2003.

Em declarações aos jornalistas, a meio do Conselho de Ministros informal que decorre no Forte de São Julião da Barra, o titular da pasta da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, que, enquanto líder da Associação dos Jovens Advogados conheceu pessoalmente Vaclav Havel no período da "Revolução de Veludo" na Checoslováquia, lamentou a morte do antigo chefe de Estado checo.

"Guardo a melhor memória de um homem que foi um lutador pela liberdade e pela democracia em momentos difíceis. Vaclav Havel foi também sempre um amigo de Portugal - aliás, por várias vezes, passou férias no Algarve", declarou o ministro da Defesa Nacional.

Para José Pedro Aguiar Branco, Vaclav Havel, ao longo do seu mandato como presidente da Checoslováquia e depois da República Checa, "retribuiu sempre aos jovens que [em 1989] tiveram um gesto de solidariedade em relação à Revolução de Veludo".

"Já como presidente, Havel convidou-nos, então todos nós jovens advogados, médicos, arquitetos e agricultores. No mês de outubro [de 1989] fomos a Praga entregar rosas de solidariedade" aos checos envolvidos na mudança de regime, referiu Aguiar-Branco.

Na perspetiva do atual ministro da Defesa, essa retribuição dada por Havel, já quando desempenhava as funções de chefe de Estado, "mostrou a sua grande dimensão humana e também o amor que tinha em relação a Portugal".

 

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