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Universidade e Monumentos Nacionais cooperam na área do património

Universidade e Monumentos Nacionais cooperam na área do património

A realização de cursos de formação especializados na área do património arquitectónico é um dos objectivos de um protocolo hoje celebrado entre a Universidade de Coimbra (UC) e a Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Agência LUSA /

Estas entidades promoverão uma estrutura destinada a preparar esses cursos, cabendo-lhe ainda aprovar em conjunto os conteúdos programáticos, carga horária e eventual candidatura a financiamentos nacionais ou da União Europeia.

Por outro lado, os estudos científicos a efectuar ao abrigo do protocolo poderão ter por objecto a preparação de dissertações de mestrado e de teses de doutoramento subordinadas a temas com "significado relevante" para imóveis públicos seleccionados para intervenção.

Em termos gerais, o acordo de cooperação entre a Universidade de Coimbra e aquela Direcção-Geral tem aplicação nos domínios da protecção, estudo, conservação, reabilitação e reforço de monumentos, na área de jurisdição da Direcção Regional do Centro da DGEMN.

Está previsto, designadamente, que a UC, através das faculdades de Letras e de Ciências e Tecnologia, elabore estudos necessários à preparação de intervenções em alguns imóveis e o fornecimento à DGEMN de relatórios técnicos que permitam integrar os procedimentos administrativos para adjudicação de empreitadas ou prestações de serviços nesses edifícios.

O contributo da Universidade para que as bases de dados do sistema de informação técnica e científica para o património, o chamado Inventário do Património Arquitectónico (IPA) possam ser "permanentemente actualizadas" é outro fim do protocolo.

O documento foi assinado esta tarde, na Sala do Senado da UC, pelo reitor Seabra Santos e pelo director da DGEMN, Vasco Martins Costa.

Seabra Santos salientou a importância da colaboração entre as duas instituições na conservação e valorização de imóveis públicos, um processo que "considerou complexo e cientificamente delicado".

O reitor defendeu a necessidade de "respeitar a história" e de utilizar "técnicas do passado" nas intervenções a realizar à luz do protocolo.

"Hoje em dia não é possível fazer uma intervenção de qualidade sem se saber as vicissitudes por que passou o imóvel", alertou, por seu turno, Vasco Martins Costa, justificando a oportunidade da cooperação entre a UC e o organismo que dirige.

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