"Vamos ter uma grande greve geral". CGTP confiante na adesão ao protesto contra a reforma laboral

"Vamos ter uma grande greve geral". CGTP confiante na adesão ao protesto contra a reforma laboral

O secretário-geral da CGTP considera ser este o momento de derrotar o pacote laboral e não tem dúvidas de que o protesto desta quarta-feira vai mostrar o descontentamento com as alterações que o Governo quer introduzir na legislação laboral. O primeiro-ministro, por outro lado, acredita que a “esmagadora maioria” dos trabalhadores não vai aderir à paralisação.

RTP /
AFP

Tiago Oliveira lança críticas ao Governo, que na tarde desta terça-feira demostrou preocupação com quem quer trabalhar no dia de greve e não poderá fazê-lo. O secretário-geral da central sindical acusa o executivo de ter tido sempre uma atitude de “completa arrogância e prepotência” neste processo da reforma laboral.

“O primeiro-ministro devia era ter um pouco mais de humildade. O que deveria era perceber que a maioria dos nossos trabalhadores está contra este pacote laboral”, refere, acrescentando que Luís Montenegro não se devia preocupar com questões laterais.

Tiago Oliveira lembra que esta é já a segunda greve geral do atual governo e que o principal é que as pessoas estão contra o que chama de “retrocesso” na legislação do trabalho.

Luís Montenegro acredita que "a esmagadora maioria" dos portugueses não vai fazer greve.

O primeiro-ministro disse que a paralisação não terá influência nas decisões do Governo e espera que quem fizer greve deixe os outros trabalhar.

Efeitos da greve já se fazem sentir
O impacto da greve fez-se sentir logo desde manhã nos comboios da CP.

Várias composições foram suprimidas, sobretudo nas ligações de longo curso.
A greve geral da CGTP começa às 00h00 de quarta-feira. A central sindical contesta as alterações propostas pelo governo para as leis do trabalho.

Desta vez, a UGT não apoia a paralisação.

A greve geral deverá ter impacto em escolas e serviços públicos.

PUB