Verão traz manga curta e alças à Linha de Cascais mas comboios continuam cheios

Verão traz manga curta e alças à Linha de Cascais mas comboios continuam cheios

Julho é o mês mais procurado neste serviço urbano de Lisboa, com a venda de bilhetes ocasionais a disparar neste mês e em agosto. Mesmo com uma quebra nos passageiros em 2025, a Linha de Cascais mantém os comboios cheios ao longo do ano. A diferença é que no verão traz mais turistas.

Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1 /
Foto: Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1

Quando o calor aperta, as bilheteiras não têm descanso na estação do Cais do Sodré, em Lisboa. Há filas para tirar bilhetes, depois validá-los, entrar no comboio e pensar no destino final. Uma turista dos Estados Unidos diz "Cascais" da melhor forma que consegue, ela que quer andar sem destino na vila.

No entanto, diz que pensa ir à praia. Utiliza o comboio para chegar lá e afirma que está "um pouco cheio", mas é perentória: "Não tenho queixas."

Enquanto a amiga segue a viagem sentada, ela vai de pé como tantas outras pessoas numa carruagem com o ar um pouco abafado. Neste comboio que saiu da estação por volta das 11h20, o primeiro alívio é sentido em Belém, três paragens depois de iniciada a viagem, mas a grande saída acontece em duas estações. É por lá que ficam as duas praias para onde Diana pensa ir: Santo Amaro de Oeiras e Carcavelos. 

Da primeira vez que usou a linha, no ano passado, o comboio "estava cheiíssimo" e "não havia lugar para sentar", recorda. O mesmo desta vez: "Tivemos alguma dificuldade em entrar". Também Leonor e Mariana, que vieram de Santarém, afirmam que outra carruagem está preenchida.
Reportagem RTP Antena 1 na Linha de Cascais antes de começar o verão

É no calor de Santo Amaro de Oeiras que a RTP Antena 1 faz a primeira paragem - e onde sai a primeira multidão. Em contraciclo, estava Paula Santos, que espera pelo comboio seguinte. Costuma usá-lo às 7h45 e diz que "vêm cheios e muitas vezes atrasados". Quando os atrasos se juntam às supressões, os comboios ficam como "sardinha enlatada".

"Quando os comboios andam normalmente, não há lugar para sentar, mas não vêm apertados", descreve.

Duas estações a seguir, a segunda multidão: Carcavelos. Os torniquetes tocam num ritmo frenético com a passagem de bilhetes e passes. Este ritmo dá lugar à música que alguns passageiros impõem com colunas de som quando passam na Avenida Jorge V, a via que liga a estação à praia de Carcavelos. 
Por esta avenida - com sombras a cobrir uma parte do passeio - passam João, Gonçalo e Eduardo. Vieram de comboio e, por passar do meio-dia, "pensámos que fosse uma hora que não tivesse tanta afluência, mas vinha cheio". Além disso, "o calor é pior, por causa dos cheiros e por causa da lotação", descreve. 

Atravessada uma passagem subterrânea, grafitada e sem a iluminação ligada, a luz ao fundo do túnel é a que vem Sol, a iluminar a praia e o mar. 

"Desde pequenina venho aqui para a praia", conta Margarida Martins, que veio passear com o namorado à beira-mar. Desta vez veio de carro, estacionou junto à estação e diz que, quando chegaram, "de certeza que chegou um comboio" porque muita gente estava a caminho da praia.
PUB