Vice-presidente do PS de Coimbra disponível para se candidatar à liderança após demissão de Moita

por Lusa

O atual vice-presidente da Federação de Coimbra do PS, João Portugal, assumiu hoje a sua disponibilidade para se candidatar à liderança daquela estrutura distrital, após o anterior presidente, Nuno Moita, se ter demitido do cargo.

Em declarações à agência Lusa, João Portugal afirmou estar "disponível" para se candidatar à presidência da Federação socialista, reservando uma decisão final, no entanto, para a próxima semana.

"Estou a auscultar as bases, as estruturas e dirigentes distritais do partido e tomarei uma decisão durante a próxima semana", afirmou.

O ex-deputado, de 45 anos, foi líder distrital da Juventude Socialista e presidiu à concelhia da Figueira da Foz, município onde foi vereador e onde é o atual líder de bancada do PS na Assembleia Municipal.

Eleito na lista de Nuno Moita, João Portugal explicou que se vai manter nas funções de vice-presidente da Federação até à realização do próximo congresso federativo, que será eletivo e que ainda não está marcado.

Em novembro de 2022, Nuno Moita foi reconduzido na presidência da Federação de Coimbra do PS, com 1.485 votos (65 por cento), enquanto o seu opositor, Victor Baptista, obteve 800 votos (35 por cento).

No dia 05, Nuno Moita foi condenado em tribunal a uma pena suspensa de quatro anos de prisão, por favorecimento de empresas quando era vice-presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ).

Ouvido pela Lusa na quinta-feira, Pedro Coimbra, presidente da mesa da Comissão Política da Federação do PS, considerou "inevitável que haja eleições", realçando que a presidência da estrutura distrital "é um cargo uninominal, com competências próprias".

Já o ex-deputado socialista Victor Baptista defendeu novas eleições, mantendo a sua "disponibilidade de candidatura" à liderança da Federação e equiparando a situação em Coimbra à ocorrida em Viana do Castelo.

Nesse distrito, o PS convocou eleições para líder da Federação, após a renúncia do então presidente, Miguel Alves, agora ex-secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, por ter sido acusado do crime de prevaricação.

Entretanto, em comunicado, o PSD de Condeixa-a-Nova defendeu que Nuno Moita "não reúne condições para continuar a exercer" o mandato de presidente da Câmara.

Posição idêntica foi, na quinta-feira, expressa pela Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda (BE) de Coimbra que defendeu que Nuno Moita não tem condições para continuar a liderar a Câmara de Condeixa-a-Nova, depois de ter sido condenado pelo crime de participação económica em negócio.

O BE de Coimbra destacou que, apesar de Nuno Moita não ter ficado legalmente impedido de continuar a exercer o cargo de presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, encontra-se "numa situação politicamente diminuída".

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