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PSD reunido em Congresso um dia depois do chumbo do pacote laboral

António Rodrigues: "Não será um congresso de orelhas caídas"

António Rodrigues: "Não será um congresso de orelhas caídas"

Com a rejeição da proposta de lei laboral bem fresca na memória, o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD António Rodrigues recusa que o congresso nacional do partido, que decorre este fim-de-semana em Sangalhos, Anadia, se torne um "congresso de orelhas caídas", defendendo que será uma oportunidade para "reganhar forças" para a "segunda etapa" da legislatura.

RTP Antena 1 /
Foto: Paulo Novais - Lusa

“Agora temos forças acrescidas porque, principalmente, o que ficou claro com o resultado da votação [da lei laboral] foi que as pessoas perceberam que não se pode confiar no Chega”, afirma, em entrevista à RTP Antena 1, conduzida pela Editora de Política Natália Carvalho.

O deputado social democrata rejeita que tenha existido “excesso de confiança” neste processo e insiste na ideia de que o PSD tenta negociar com "todos", da esquerda à direita do hemiciclo.

“Esta geometria parlamentar exige uma necessidade de alargar sempre todos os espetros, à esquerda e à direita. E nós temos tentado fazer isso, com quem está disponível para conversar connosco”, refere António Rodrigues.

“Infelizmente nem todos estão disponíveis. Ou aqueles que se mostram disponíveis não se mostram capazes de levar até ao fim”, atira, numa alusão a PS e Chega.

A poucos meses do arranque da discussão do Orçamento do Estado para 2027, o ‘vice’ da bancada do PSD rejeita também que existam “portas fechadas” nas negociações e acredita que este será um trabalho "ponto a ponto".

"Nós estamos em jogo. Agora, se querem evitar com escolhas no caminho e barreiras que não têm qualquer tipo de lógica, nós vamos tentar ultrapassá-las. Uma a uma. E é a essa a nossa disposição, ir vendo ponto por ponto como é que se consegue ultrapassar a situação para ter um Orçamento de Estado. Não faz sentido ter um país adiado", remata.
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