Política
As queixas e a "indecência" do ex-ministro Eduardo Catroga
Eduardo Catroga queixou-se de perder dinheiro ao aceitar o cargo de presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP que lhe dá 35 mil euros por mês. Ontem, Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, apelidou de "indecência" e de "insulto" que alguém se queixe publicamente desta maneira num país em que "três em cada dez famílias não conseguem aquecer a casa, não conseguem ter energia porque não ganham para pagar a conta da luz".
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, não resistiu a comentar as declarações do ex-ministro das Finanças, Eduardo Catroga, que ontem no jornal Correio da Manhã se queixou de ter perdido dinheiro ao aceitar o cargo na EDP que, segundo o mesmo jornal, lhe dá 35 mil euros por mês.
Em carta enviada ao jornal, que tinha noticiado o valor do vencimento do ex-governante, o responsável da elétrica sublinha que a sua remuneração foi "decidida pela comissão de vencimentos escolhida pela assembleia geral".
Catroga explica ainda que o vencimento de 35 mil euros mensais "não chega a compensar totalmente o que deixei de ganhar pelo não exercício de outras funções de administração ou consultoria em empresas privadas".
Foi após ler estas declarações de Eduardo Catroga que Catarina Martins o acusou de "indecência" por se sentir "muito sacrificado" ao revelar na imprensa que perdeu dinheiro ao aceitar um cargo na EDP.
"Num país em que três em cada dez famílias não conseguem aquecer a casa, não conseguem ter energia porque não ganham para pagar a conta da luz, isto é indecência, isto é um insulto", declarou Catarina Martins em Olhão.
A coordenadora do Bloco de Esquerda esteve num jantar com dezenas de militantes e apoiantes, no final do primeiro de dois dias de jornadas parlamentares do partido na região do Algarve, onde não escondeu o seu espanto pelas palavras de Catroga.
"Hoje, não foi sem espanto que ouvi falar num homem que se tem sentido muito sacrificado neste país. Um homem que sente que está a perder com a 'troika' e a austeridade. Eduardo Catroga, o homem que dizia que tinha influenciado o memorando da 'troika', mas aparentemente já não se lembra disso", referiu.
Em carta enviada ao jornal, que tinha noticiado o valor do vencimento do ex-governante, o responsável da elétrica sublinha que a sua remuneração foi "decidida pela comissão de vencimentos escolhida pela assembleia geral".
Catroga explica ainda que o vencimento de 35 mil euros mensais "não chega a compensar totalmente o que deixei de ganhar pelo não exercício de outras funções de administração ou consultoria em empresas privadas".
Foi após ler estas declarações de Eduardo Catroga que Catarina Martins o acusou de "indecência" por se sentir "muito sacrificado" ao revelar na imprensa que perdeu dinheiro ao aceitar um cargo na EDP.
"Num país em que três em cada dez famílias não conseguem aquecer a casa, não conseguem ter energia porque não ganham para pagar a conta da luz, isto é indecência, isto é um insulto", declarou Catarina Martins em Olhão.
A coordenadora do Bloco de Esquerda esteve num jantar com dezenas de militantes e apoiantes, no final do primeiro de dois dias de jornadas parlamentares do partido na região do Algarve, onde não escondeu o seu espanto pelas palavras de Catroga.
"Hoje, não foi sem espanto que ouvi falar num homem que se tem sentido muito sacrificado neste país. Um homem que sente que está a perder com a 'troika' e a austeridade. Eduardo Catroga, o homem que dizia que tinha influenciado o memorando da 'troika', mas aparentemente já não se lembra disso", referiu.