Carneiro pede "paciência" para construir "alternativa credível": "Uma renda de bilros"

Carneiro pede "paciência" para construir "alternativa credível": "Uma renda de bilros"

O secretário-geral do PS defendeu que construir uma "alternativa credível e de confiança" demora tempo e "exige paciência" e pediu aos militantes que "sejam desassossegados" e "caminhem com coesão" para convencer os que não vêm perspetiva no atual Governo.

Teresa Borges - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Foto: Manuel Fernando Araújo - Lusa

José Luís Carneiro encerrou este sábado o Congresso da Federação Distrital de Setúbal do PS, em Sesimbra, e voltou a acusar o executivo de “insensibilidade” pela forma como geriu as falhas nos exames nacionais.

“O que está a passar é muito grave. As famílias, os jovens, os professores e as escolas estão inquietos quanto ao futuro dos seus jovens e das suas candidaturas ao Ensino Superior. Isto exige no mínimo um pedido de desculpas do primeiro-ministro”, insistiu o líder socialista, que já se tinha dirigido ao ex-ministro da Educação João Costa, sentado na plateia. "João, como nós hoje tivemos saudades tuas. De termos avaliações rigorosas, avaliações que nunca colocaram em causa a credibilidade e a fiabilidade do processo”, afirmou.

Em Sesimbra, José Luís Carneiro recordou os debates em torno da lei laboral e da Prestação Social Única para deixar críticas ao executivo de Luís Montenegro, acusando-o também de não acolher as propostas socialistas em áreas como habitação ou emergências hospitalares.
O secretário-geral do PS vê nas mais recentes sondagens um sinal de que o partido é "mais visto como alternativa", em contraste com os partidos considerados pouco credíveis por "dois terços" dos portugueses. "Significa que é assim que conseguiremos construir uma alternativa credível e de confiança", apontou o líder socialista, defendendo que é um caminho que "demora tempo, exige paciência e exige um trabalho próximo, junto das pessoas".

"Isto tem de ser uma autêntica renda de bilros", sublinhou a certa altura José Luís Carneiro, deixando um apelo aos militantes: “Se nós caminharmos com coesão na nossa diversidade e pluralidade tornar-nos-emos numa força centrípeta que vai chamando a si outras pessoas que não vêm perspetiva neste Governo. E que muito menos vêm perspetiva de esperança naqueles que estão à direita deste Governo. Olharão para nós como um farol dessa esperança e desse futuro que nós podemos e devemos querer construir", concluiu.
PUB