Política
Carneiro quer esclarecimentos do primeiro-ministro sobre exames
O Partido Socialista diz que há milhares de alunos com nota dos exames nacionais suspensa. José Luís Carneiro volta a não excluir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mas diz, que para já, são necessários esclarecimentos do primeiro-ministro.
O ministro tem de dizer à Assembleia da República o que "não disse no dia 1 de julho", quando procurou "desvalorizar o assunto", considerou José Luís Carneiro.
"A Comissão de Educação tem todas as condições para ouvir todas as entidades, para não perdermos tempo, porque a comissão de inquérito remete-nos para setembro", continuou o líder socialista.
Apesar disso, o PS não exclui "a realização de uma comissão de inquérito".
"Mas não podemos esperar pelo tempo da comissão de inquérito. O ministro tem de ser responsabilizado politicamente".
Apesar disso, o PS não exclui "a realização de uma comissão de inquérito".
"Mas não podemos esperar pelo tempo da comissão de inquérito. O ministro tem de ser responsabilizado politicamente".
Carneiro aproveitou ainda para deixar críticas ao primeiro-ministro que, quando começaram os problemas no processo dos exames, não teve "a responsabilidade de chamar o ministro e o secretário de Estado", para "saber o que se passava".
"O primeiro-ministro foi para o Mundial de futebol. Quando veio foi para um festival de música. E procurou desvalorizar um assunto grave", apontou.
E acrescentou: "Quando um ministro não responde pela responsabilidade política que lhe está atribuída, então significa que só mesmo o primeiro-ministro pode responder".
"O primeiro-ministro foi para o Mundial de futebol. Quando veio foi para um festival de música. E procurou desvalorizar um assunto grave", apontou.
E acrescentou: "Quando um ministro não responde pela responsabilidade política que lhe está atribuída, então significa que só mesmo o primeiro-ministro pode responder".
O líder do PS considera que Luís Montenegro tem de "dizer aos portugueses quantos milhares de alunos têm as provas suspensas".
"O Governo tem de assumir a sua responsabilidade", repetiu.