Política
Cavaco avisa que Chega sai reforçado se Montenegro não fizer reformas
Num artigo de opinião publicado no semanário Expresso, o antigo presidente da República Cavaco Silva avisa que o Governo ou avança com uma "ação reformista", ou o Chega vai acabar reforçado.
O também ex-primeiro-ministro social-democrata pede a Luís Montenegro “forte determinação e coragem política” para fazer reformas para impedir um crescimento do Chega.
“Sem as reformas necessárias ao crescimento robusto da economia há um sério risco de reforço das forças políticas populistas e de deterioração da qualidade da nossa democracia”, escreve Cavaco num artigo publicado no Expresso, na quinta-feira, com o título “O dinheiro do Estado não cai do céu”.O antigo presidente da República reconhece que é "muito difícil" para o Governo minoritário de Luís Montenegro realizar reformas estruturais e aponta culpas ao "desgaste" feito pela oposição.
"Ao espírito reformista revelado pelo atual Governo minoritário (...) contrapõe a oposição ações de desgaste visando impedir a concretização das reformas, a que junta a tentativa de governar o país a partir da Assembleia da República”, escreve Cavaco Silva.
“Ao aprovar medidas populistas de redução da receita fiscal e de aumento da despesa pública rígida, procura pôr em causa a sustentabilidade financeira do país, de que o ministro das Finanças tem sido garante. É uma oposição carecida de discernimento que esquece a quase bancarrota a que o Governo do PS conduziu o país em 2011", critica, sublinhando que "os progressos na satisfação das reivindicações dos portugueses, nos três anos restantes da legislatura, dependem do discernimento e da firmeza da ação reformista do Governo e do grau de obstrução parlamentar às reformas estruturais indispensáveis".
Fortes críticas ao PS e ao Chega
Cavaco Silva deixa duras críticas ao PS e ao Chega. Numa análise "claramente negativa" ao espírito reformista das principais forças políticas atuais, Cavaco Silva afirma que o Partido Socialista governou entre 2015 e 2024 "movido acima de tudo pela preservação do poder, demonstrando uma clara aversão a políticas de cariz estrutural e desperdiçando oportunidades", enquanto o líder do Chega "procura enganar e iludir os portugueses através de uma gritaria de pretensas 'verdades".
"O PS atual, carecido de discernimento e enrodilhado em preconceitos ideológicos que chocam com a realidade económica e social dos novos tempos e com a instabilidade geopolítica, não manifesta qualquer vontade reformista. É evidente a sua falta de coragem para sequer discutir as mudanças necessárias para que a economia portuguesa se aproxime das mais avançadas da União Europeia", critica.
Quanto ao Chega, aponta, "trata-se de uma força política desprovida de uma ideologia minimamente coerente que tem revelado uma óbvia impreparação técnica para falar de políticas para o progresso do país e que tem como marca distintiva a retórica da confrontação e o discurso teatral do ódio, do insulto, da calúnia e da mentira".
Cavaco Silva acusa André Ventura de procurar “enganar e iludir os portugueses através de uma gritaria de pretensas ‘verdades’ sobre a situação do país sem apresentar soluções”.
O antigo primeiro-ministro diz ainda que o Chega "tem como marca distintiva a retórica da confrontação e do discurso teatral do ódio, do insulto, da calúnia e da mentira".
Em relação ao novo Presidente, Cavaco afirma não prever, pelo que enquanto chefe de Estado conheceu dos múltiplos contactos com António José Seguro (então líder do PS), "seja um obstáculo à aprovação das reformas de que Portugal urgentemente precisa".
“Sem as reformas necessárias ao crescimento robusto da economia há um sério risco de reforço das forças políticas populistas e de deterioração da qualidade da nossa democracia”, escreve Cavaco num artigo publicado no Expresso, na quinta-feira, com o título “O dinheiro do Estado não cai do céu”.O antigo presidente da República reconhece que é "muito difícil" para o Governo minoritário de Luís Montenegro realizar reformas estruturais e aponta culpas ao "desgaste" feito pela oposição.
"Ao espírito reformista revelado pelo atual Governo minoritário (...) contrapõe a oposição ações de desgaste visando impedir a concretização das reformas, a que junta a tentativa de governar o país a partir da Assembleia da República”, escreve Cavaco Silva.
“Ao aprovar medidas populistas de redução da receita fiscal e de aumento da despesa pública rígida, procura pôr em causa a sustentabilidade financeira do país, de que o ministro das Finanças tem sido garante. É uma oposição carecida de discernimento que esquece a quase bancarrota a que o Governo do PS conduziu o país em 2011", critica, sublinhando que "os progressos na satisfação das reivindicações dos portugueses, nos três anos restantes da legislatura, dependem do discernimento e da firmeza da ação reformista do Governo e do grau de obstrução parlamentar às reformas estruturais indispensáveis".
Fortes críticas ao PS e ao Chega
Cavaco Silva deixa duras críticas ao PS e ao Chega. Numa análise "claramente negativa" ao espírito reformista das principais forças políticas atuais, Cavaco Silva afirma que o Partido Socialista governou entre 2015 e 2024 "movido acima de tudo pela preservação do poder, demonstrando uma clara aversão a políticas de cariz estrutural e desperdiçando oportunidades", enquanto o líder do Chega "procura enganar e iludir os portugueses através de uma gritaria de pretensas 'verdades".
"O PS atual, carecido de discernimento e enrodilhado em preconceitos ideológicos que chocam com a realidade económica e social dos novos tempos e com a instabilidade geopolítica, não manifesta qualquer vontade reformista. É evidente a sua falta de coragem para sequer discutir as mudanças necessárias para que a economia portuguesa se aproxime das mais avançadas da União Europeia", critica.
Quanto ao Chega, aponta, "trata-se de uma força política desprovida de uma ideologia minimamente coerente que tem revelado uma óbvia impreparação técnica para falar de políticas para o progresso do país e que tem como marca distintiva a retórica da confrontação e o discurso teatral do ódio, do insulto, da calúnia e da mentira".
Cavaco Silva acusa André Ventura de procurar “enganar e iludir os portugueses através de uma gritaria de pretensas ‘verdades’ sobre a situação do país sem apresentar soluções”.
O antigo primeiro-ministro diz ainda que o Chega "tem como marca distintiva a retórica da confrontação e do discurso teatral do ódio, do insulto, da calúnia e da mentira".
Em relação ao novo Presidente, Cavaco afirma não prever, pelo que enquanto chefe de Estado conheceu dos múltiplos contactos com António José Seguro (então líder do PS), "seja um obstáculo à aprovação das reformas de que Portugal urgentemente precisa".