CDS-PP lança livro de 40 anos de "discursos com história" com a presença de Paulo Portas

CDS-PP lança livro de 40 anos de "discursos com história" com a presença de Paulo Portas

Lisboa, 03 dez (Lusa) - O ex-líder do CDS-PP Paulo Portas deverá regressar na segunda-feira a uma iniciativa pública do partido, que lança um livro com os "discursos com história" proferidos na Assembleia da República nos 40 anos do partido.

Lusa /

A obra "CDS - 40 anos no parlamento - Discursos com história" reúne intervenções dos antigos presidentes de grupos parlamentares, ministros e presidentes do partido e é lançada num almoço para o qual está prevista a presença de Paulo Portas, que em março deixou a liderança dos centristas.

O CDS divulgou que estarão presentes, entre outros, a líder, Assunção Cristas, e os antigos líderes parlamentares Rui Pena, Francisco de Oliveira Dias, José Nogueira de Brito, António Gomes de Pinho, Narana Coissoró, António Lobo Xavier, Luís Queiró, Paulo Portas, Basílio Horta, Telmo Correia, Nuno Melo, Diogo Feio, Pedro Mota Soares, bem como o atual presidente de bancada, Nuno Magalhães.

"A seleção dos textos foi feita sobretudo por uma comissão que nós criámos, no grupo parlamentar, na celebração dos 40 anos do CDS. Quem fez uma primeira seleção a meu pedido foi o deputado Raúl Almeida, depois o grupo parlamentar teve algumas opiniões", afirmou à Lusa o líder parlamentar, Nuno Magalhães.

Os critérios de seleção definidos foram tratar-se de "discursos marcantes da história do CDS, marcantes pelo seu brilhantismo, e que sejam atuais", afirmou.

A atual líder, Assunção Cristas, está presente na obra com um discurso enquanto ministra, em 2011, na apresentação do programa de Governo PSD/CDS-PP, enquanto de Paulo Portas consta um discurso na sessão solene do 25 de Abril de 2001 dedicada exclusivamente à memória das vítimas da organização terrorista FP25.

Ribeiro e Castro surge através de um discurso em 1978, na apresentação do programa de Governo do executivo PS/CDS, enquanto Manuel Monteiro, que saiu do CDS-PP para formar o partido da Nova Democracia, está representado com um discurso que proferiu no 25 de Abril de 1986, enquanto deputado mais jovem e líder da Juventude Centrista.

A obra evoca um discurso de Francisco Lucas Pires, antigo líder já falecido, de 1983, quando governava um executivo do Bloco Central (PSD e PS), liderado por Mário Soares, e Adriano Moreira surge representado com uma intervenção de 1992 dedicada à política externa e organizações multilaterais.

O discurso escolhido do antigo líder Diogo Freitas do Amaral, que também deixou o partido, é o do encerramento dos trabalhos da Assembleia Constituinte, marcada pelo voto contra do CDS à Constituição, sendo o único partido a fazê-lo.

"Não está em causa, neste momento, fazer o balanço da atividade propriamente constituinte da Assembleia: está sim em causa a forma exemplar como superou as crises em que se viu envolvida, como se firmou no terreno movediço de uma Revolução que de início a não amava e como soube ser o espelho em que os Portugueses viram em cada crise retratadas as suas preocupações, os seus protestos e as suas esperanças", afirmou no discurso.

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