Política
Chega adia congresso, Ventura pede "união" e que se evite "dessintonia"
Do Conselho Nacional do Chega, esta quinta-feira, esperava-se o calendário do próximo congresso, mas saiu um novo adiamento. Em comunicado, o partido aponta agora a realização da reunião magna para “o último trimestre do ano”. Uma decisão, refere o Chega, aprovada por “unanimidade” pelo órgão máximo entre Convenções. As eleições distritais e regionais ficam marcadas para os dias 28 de junho e 5 de julho.
André Ventura já anunciou que será recandidato à liderança e abriu o Conselho Nacional a falar para dentro, com apelos à "união" e "responsabilidade".
“Não vos estou a pedir que desistam daquilo que são. Não vos estou a pedir que abdiquem daquelas que são as vossas convicções. Não vos estou a pedir que abdiquem das vossas ambições. Não vos estou a pedir sequer que abdiquem das vossas aspirações internas", afirmou o líder do Chega, recuperando aquele que foi o seu lema de campanha nas últimas legislativas. "Hoje e no próximo congresso pedir-vos-ei essa oportunidade, não contra mim, mas para juntos vencermos por Portugal”.
O líder do Chega insiste na mensagem, com uma comparação direta ao presidente do PSD. “Luís Montenegro disse que sabia que havia pessoas no PSD que não concordavam com ele e por isso que os seus adversários saíssem da toca e viessem à luta. Eu não vos quero propor que venham à luta, eu quero-vos propor que nos juntemos por Portugal nestes próximos meses", acrescentou.