Montenegro condena forças políticas "obstinadas" em travar planos "de transformação"

Montenegro condena forças políticas "obstinadas" em travar planos "de transformação"

O presidente do PSD reiterou que "as pensões são sagradas" e vincou que "cuidar do bem-estar de quem cá está mas também dos vindouros" é, para o Governo, um princípio "inegociável".

RTP /
Foto: Paulo Novais - Lusa

Luís Montenegro criticou este domingo as forças políticas “obstinadas” em travar os planos “de transformação” propostos pelo Governo. No discurso de encerramento do Congresso do PSD, em Anadia, o primeiro-ministro defendeu ainda que “Portugal vive hoje um momento que exige a todos uma especial confiança”.

“Durante demasiado tempo habituámo-nos a discutir as limitações do país, a falar das dificuldades, dos constrangimentos, das oportunidades perdidas”, declarou Montenegro.

Na visão do primeiro-ministro, “habituámo-nos a olhar quase exclusivamente para aquilo que nos faltava em vez de encararmos o muito de bom que Portugal tem para criar e oferecer”.

“O PSD nunca escolheu o imobilismo”, assegurou. “O PSD escolheu sempre a responsabilidade da transformação”.


No entanto, “ao longo dos últimos meses fomos confrontados com uma realidade política que todos conhecem: sempre que surge uma reforma para responder aos desafios do futuro, logo aparecem forças políticas disponíveis para a travar, por vezes até obstinadas em fazer com que tudo fique na mesma”, disse.

Algumas dessas forças políticas, de acordo com o líder do executivo, "continuam presas a modelos que pertencem ao passado e não têm futuro".

"Outras parecem preferir quase sempre a conveniência do momento à responsabilidade do longo prazo. Nós, no Governo, na AD, fizemos uma escolha diferente", sustentou.

O presidente do PSD pediu aos portugueses que "não se deixem enganar" pelo Chega, sem referir o nome do partido, avisando que "baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã".

Direção de Montenegro eleita com 88% dos votos
A equipa proposta por Luís Montenegro para a Comissão Política Nacional do PSD, que inclui como novidades Pedro Duarte, Carlos Moedas e Sebastião Bugalho, foi eleita este domingo no Congresso de Anadia com 88% dos votos.

Os resultados foram anunciados no 43.º Congresso Nacional do PSD, realizado no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, no distrito de Aveiro, apenas com a indicação de que a lista proposta pelo presidente do partido teve 592 votos favoráveis.

Segundo dados depois fornecidos à Lusa pela secretaria-geral do PSD, a lista para a Comissão Política Nacional teve 21 nulos e 60 em branco, numa votação em que participaram 673 delegados. Os 573 votos favoráveis correspondem a 88% dos votos.

Há dois anos, no Congresso de Braga, a equipa proposta por Luís Montenegro para a Comissão Política Nacional foi eleita com 92,3% dos votos. Em 2022, no Congresso do Porto, a sua lista para o órgão de direção política permanente do partido teve 91,6% dos votos.

Luís Montenegro, que lidera o PSD desde 2022 e é primeiro-ministro desde 2024, foi reeleito em 30 de maio passado para mais um mandato de dois anos como presidente do PSD, com 94,8% dos votos, em eleições diretas às quais concorreu sem oposição interna, em que participaram cerca de 27% dos eleitores inscritos.

No sábado, primeiro dia do 43.º Congresso Nacional do PSD a moção de estratégia global de Luís Montenegro, intitulada "Trabalhar - Fazer Portugal Maior", foi eleita por unanimidade, numa votação por braço no ar.

c/ Lusa

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