Política
"Connosco não podem contar". Carneiro acusa Governo de "ofensa à dignidade" com pacote laboral
Reúne-se este domingo a Comissão Nacional do PS, no mesmo dia em que o partido celebra 53 anos. Na intervenção de abertura, José Luís Carneiro apontou a mira ao pacote laboral do Governo de Luís Montenegro.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, abriu este domingo a reunião da Comissão Nacional do partido, a acusar o Governo de "ofensa à dignidade" dos trabalhadores com as alterações à legislação do trabalho, considerando-as mesmo uma "contrarreforma".A Comissão Nacional do PS, a primeira depois do 25.º Congresso, reúne-se para eleger a Comissão Política Nacional e o Secretariado Nacional, no dia em que o partido comemora 43 anos.
Na intervenção de abertura, o líder socialista quis deixar claro que o primeiro-ministro "não pode contar com o PS para a ofensa que está a ser feita à dignidades do trabalhadores".
Jornal da Tarde | 19 de abril de 2026
"O Governo que não cumpriu, nem cumpre e mostra incapacidade para responder aos temas que preocupam as condições de vida das pessoas", atalhou Carneiro
"Veio concentrar-se em quê? Num tema que não inscreveu no programa eleitoral e que, em relação ao qual, guardou um silêncio sepulcral durante toda a campanha eleitoral. Ou seja, a reforma das leis laborais. Melhor dizendo, a contrarreforma das leis laborais", repudiou.
Na perspetiva de José Luís Carneiro, estas alterações foram para "fazer exatamente o oposto daquilo que deveria ser uma reforma" nesta área. "E, portanto, connosco não podem contar para esta ofensa que está a ser feita à dignidade das trabalhadoras e dos trabalhadores no nosso país", avisou.Da ordem de trabalhos constam, entre outros pontos, a eleição da Mesa da Comissão Nacional, da Comissão Política Nacional e do Secretariado Nacional, bem como a apreciação e votação de regulamentos e propostas relativas ao funcionamento interno do Partido e à organização das estruturas.
José Luís Carneiro criticou o "silêncio sepulcral" que Luís Montenegro guardou durante a campanha sobre o pacote laboral.
Na intervenção de abertura, o líder socialista quis deixar claro que o primeiro-ministro "não pode contar com o PS para a ofensa que está a ser feita à dignidades do trabalhadores".
Jornal da Tarde | 19 de abril de 2026
"O Governo que não cumpriu, nem cumpre e mostra incapacidade para responder aos temas que preocupam as condições de vida das pessoas", atalhou Carneiro
"Veio concentrar-se em quê? Num tema que não inscreveu no programa eleitoral e que, em relação ao qual, guardou um silêncio sepulcral durante toda a campanha eleitoral. Ou seja, a reforma das leis laborais. Melhor dizendo, a contrarreforma das leis laborais", repudiou.
Na perspetiva de José Luís Carneiro, estas alterações foram para "fazer exatamente o oposto daquilo que deveria ser uma reforma" nesta área. "E, portanto, connosco não podem contar para esta ofensa que está a ser feita à dignidade das trabalhadoras e dos trabalhadores no nosso país", avisou.Da ordem de trabalhos constam, entre outros pontos, a eleição da Mesa da Comissão Nacional, da Comissão Política Nacional e do Secretariado Nacional, bem como a apreciação e votação de regulamentos e propostas relativas ao funcionamento interno do Partido e à organização das estruturas.
Mais de metade da Comissão Política Nacional proposta por José Luís Carneiro sofre uma renovação, incluindo nomes como os dos ex-ministros Fernando Medina e Alexandra Leitão e dos eurodeputados Francisco Assis e Ana Catarina Mendes.
O 25.º Congresso Nacional do PS, o primeiro da era de José Luís Carneiro, decorreu entre 27 e 29 de março, em Viseu, depois das eleições internas nas quais o líder do PS foi de novo eleito sem oposição interna.
Nessa reunião magna, a lista única à Comissão Nacional do PS, apresentada pela direção de José Luís Carneiro e encabeçada por Inês de Medeiros, foi eleita com 88,9 por cento dos votos.
As eleições para este órgão geraram um incidente já que a mesa do congresso e o plenário rejeitaram uma lista do antigo deputado Ricardo Gonçalves à Comissão Nacional, referindo que foi entregue com sete dos 251 nomes necessários.
Logo na semana do congresso, um grupo de 40 militantes remeteu para Comissão Nacional de Jurisdição do PS um recurso para contestar decisões da reunião magna, como esta recusa da lista à Comissão Nacional, alternativa à da direção.
Secretariado Nacional
A antiga ministra do Trabalho Ana Mendes Godinho e a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, são duas das novidades do Secretariado Nacional do PS, órgão do qual se despedem os eurodeputados Ana Catarina Mendes e Francisco Assis.
Além de Ana Mendes Godinho e Luísa Salgueiro, entram os ex-deputados Luís Soares e Sérgio Ávila e a ex-secretária de Estado Fátima Fonseca.
Também Pedro Costa e Sérgio Sousa Pinto estão de saída deste órgão.
c/ Lusa
O 25.º Congresso Nacional do PS, o primeiro da era de José Luís Carneiro, decorreu entre 27 e 29 de março, em Viseu, depois das eleições internas nas quais o líder do PS foi de novo eleito sem oposição interna.
Nessa reunião magna, a lista única à Comissão Nacional do PS, apresentada pela direção de José Luís Carneiro e encabeçada por Inês de Medeiros, foi eleita com 88,9 por cento dos votos.
As eleições para este órgão geraram um incidente já que a mesa do congresso e o plenário rejeitaram uma lista do antigo deputado Ricardo Gonçalves à Comissão Nacional, referindo que foi entregue com sete dos 251 nomes necessários.
Logo na semana do congresso, um grupo de 40 militantes remeteu para Comissão Nacional de Jurisdição do PS um recurso para contestar decisões da reunião magna, como esta recusa da lista à Comissão Nacional, alternativa à da direção.
Secretariado Nacional
A antiga ministra do Trabalho Ana Mendes Godinho e a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, são duas das novidades do Secretariado Nacional do PS, órgão do qual se despedem os eurodeputados Ana Catarina Mendes e Francisco Assis.
Além de Ana Mendes Godinho e Luísa Salgueiro, entram os ex-deputados Luís Soares e Sérgio Ávila e a ex-secretária de Estado Fátima Fonseca.
Também Pedro Costa e Sérgio Sousa Pinto estão de saída deste órgão.
c/ Lusa