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Revisão constitucional? Despedimento sem justa causa e limitações à greve são linhas vermelhas

Revisão constitucional? Despedimento sem justa causa e limitações à greve são linhas vermelhas

O despedimento sem justa causa e a limitação do direito à greve surgem, num estudo do ISCTE, como linhas vermelhas que as pessoas não querem ver ultrapassadas.

RTP /

Foto: Pedro A. Pina - RTP

Cinquenta por cento dos portugueses concordam com o que está escrito na Constituição da República, mas revelam também disponibilidade para que se avance com uma revisão. Os resultados estão num estudo do ISCTE sobre os 50 anos da Lei Fundamental conhecido esta terça-feira.O retrato põe à prova cinco décadas de uma relação que resiste no tempo.

Metade dos portugueses identifica-se com a Constituição da República e apenas uma pequena minoria mostra-se contra os princípios consagrados na Lei Fundamental.

Ainda assim, o estudo, levado a cabo pelo Instituto para as Políticas Públicas e Sociais do ISCTE, revela uma grande abertura dos portugueses para mudar as regras do compromisso. São quase 60 por cento e a direita é mais favorável do que a esquerda.

Sobre a mesa está, por exemplo, o enriquecimento ilícito, com 85 por cento dos inquiridos a defenderem a criminalização. A mesma percentagem concorda com a redução do número de deputados.

Em sentido inverso, 90 por cento discordam de uma revisão que permita o despedimento sem justa causa e 74 por cento rejeitam a introdução de limites no direito à greve.

O estudo mostra igualmente uma baixa confiança dos portugueses nas principais instituições do Estado. No topo da hierarquia surge o presidente da República. É a única instituição que se aproxima dos 40 por cento de confiança, seguida do Tribunal Constitucional.Abaixo dos 30 por cento aparecem os tribunais, o Ministério Público e a Assembleia da República. O Governo está no fim da tabela, com apenas 18 por cento de confiança.


Dados que ajudam a explicar a vontade dos portugueses em ter uma maior participação no processo de revisão da Lei Fundamental: mais de 70 por cento.

Ao longo dos últimos 50 anos, a Constituição da República foi objeto de sete alterações. Mas há ainda direitos que os portugueses consideram não estar plenamente cumpridos. Exemplo disto é o direito a uma habitação condigna, a segurança no emprego e a proteção social.

Em sentido contrário, direitos como a liberdade de expressão, a soberania nacional e a propriedade privada são vistos como garantidos.
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