Costa nega ter dado acordo a círculo transnacional nas eleições europeias

| Política

O secretário-geral do PS negou hoje ter dado o seu acordo à proposta do Presidente francês, Emmanuel Macron, para a criação de um círculo transnacional nas eleições europeias, contrapondo que os socialistas portugueses se têm oposto.

António Costa falava à entrada para a reunião da Comissão Nacional do PS, depois de confrontado com as acusações do eurodeputado social-democrata Paulo Rangel, segundo as quais o primeiro-ministro português, durante a recente cimeira dos países da Europa do sul, em Roma, terá dado o seu acordo a essa proposta do chefe de Estado francês.

De acordo com o primeiro-ministro, está a haver "especulação com base numa interpretação errada da declaração [escrita] elaborada no final da reunião dos países do sul da Europa".

"São bem explícitos os pontos sobre os quais há um acordo de todos e, depois, os temas em que, embora não sendo objeto de rejeição, não têm acordo. Aliás, o primeiro-ministro de Espanha, Mariano Rajoy, foi bastante explícito sobre essa matéria [do círculo com listas transnacionais], dizendo que não houve o acordo de todos", alegou António Costa.

O secretário-geral do PS invocou ainda que, no texto final da cimeira realizada em Roma, em particular no parágrafo referente à democracia europeia, os chefes de Estado e de Governo dos países da Europa do sul referem "uma congratulação sobre a ideia das consultas dos cidadãos".

"Mas, depois - acentuou António Costa -, apenas se admite que poderia ser uma boa ideia" a questão da criação de um círculo eleitoral transnacional.

"É um tema que tem estado em debate no Parlamento Europeu e, aliás, tem um relator português: o eurodeputado socialista Pedro Silva Pereira. O PS tem-se oposto, precisamente, à ideia da criação de listas transnacionais nas eleições europeias", frisou António Costa.

PMF // CSJ

 

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