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"Grande honra e enorme responsabilidade". Montenegro assinala dois anos de governação

"Grande honra e enorme responsabilidade". Montenegro assinala dois anos de governação

Esta quinta-feira assinalam-se dois anos da tomada de posse de Luís Montenegro como primeiro-ministro. O social-democrata assinalou a data com um vídeo partilhado nas redes sociais e um artigo de opinião publicado no jornal Observador, em que defende que os seus governos demonstraram que a estabilidade política "é possível mesmo sem maioria parlamentar".

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Pedro A. Pina - RTP

Luís Montenegro tomou posse como primeiro-ministro pela primeira vez há dois anos. Num vídeo partilhado nas redes sociais, Montenegro destaca a “grande honra e responsabilidade” e um “trajeto feito de muito trabalho, mas a pensar no futuro do país e de todos os portugueses”.

O primeiro-ministro anunciou que vai reunir com todos os membros dos dois governos esta quinta-feira e fazer uma declaração ao país. Nos próximos dias vai também partilhar alguns vídeos alusivos às várias conquistas do seu Executivo.



Luís Montenegro assinalou ainda os dois anos em funções com um artigo de opinião publicado na manhã desta quinta-feira no jornal Observador.

O primeiro-ministro defende que a estabilidade política “é possível mesmo sem maioria parlamentar”, mas alerta que ambição sem estabilidade seria uma "imprudência infantil".

"Estabilidade sem ambição seria um desperdício imperdoável. Ambição sem estabilidade seria uma imprudência infantil", escreveu, no artigo intitulado "Dois anos a trabalhar pelo futuro de Portugal".

"Demonstrámos, pelo diálogo, que a estabilidade política é possível mesmo sem maioria parlamentar. Provámos, com espírito construtivo, que era possível devolver paz social a setores há décadas em contestação", considerou, dizendo que o Governo "num tempo de polarização" escolheu unir em nome de um "projeto comum que beneficia todos".
“Não cedemos a extremismos”
Um dia depois de o PSD e o CDS terem aprovado a nova versão da Lei da Nacionalidade com o Chega, Montenegro defendeu que, na área da imigração, os seus executivos assumiram "um problema que outros fingiram não ver".

"Não cedemos a extremismos nem ignorámos os problemas. Trouxemos ordem e humanismo onde antes havia caos e laxismo", afirmou. Na economia, destacou a baixa de impostos e a quebra de "vícios públicos com 50 anos".

"Em apenas dois anos, reduzimos o IRS quatro vezes, entregando mais de dois mil milhões de euros aos portugueses. Não aumentámos um único imposto em dois Orçamentos do Estado consecutivos, pela primeira vez em democracia. E baixámos progressivamente o IRC às empresas", disse, considerando que os bons resultados económicos "confirmaram o rumo".

Montenegro realçou ainda os aumentos dos rendimentos de trabalhadores e pensionistas, os acordos alcançados com 29 carreiras na administração público ou a "prioridade estrutural" de travar a saída dos jovens, com medidas fiscais e na habitação.

"E para todos - jovens ou não - lançámos o maior programa de habitação pública de sempre: 133.000 casas até 2030, com quase 18.000 já entregues", referiu ainda.

Na saúde, o primeiro-ministro admitiu que "não está tudo feito", mas defendeu que "é incomparavelmente mais" do que encontrou no setor, que enfrentava, segundo Montenegro, "uma degradação sem precedentes" quando tomou posse há dois anos.

"Na educação, libertámos o país das amarras ideológicas e centrámo-nos no essencial: mais alunos com aulas, melhor integração e exigência nos currículos. Valorizámos os professores", sublinhou.
Um Governo para quatro anos, diz Montenegro
Montenegro referiu-se ainda à revisão do Código do Trabalho - em discussão há oito meses em concertação social - dizendo que o Governo lançou "a reforma laboral `Trabalho XXI", em diálogo com os parceiros sociais, para combater a precariedade, modernizar relações de trabalho e promover a parentalidade".

"Tudo isto em apenas dois anos e são somente alguns exemplos. E não foram dois anos quaisquer. Numa Europa desafiada e ameaçada e num mundo instável e perigoso, o país enfrentou em pouco tempo: um apagão sem aviso nem manual, incêndios persistentes e tempestades de gravidade histórica", recordou.

Montenegro fez ainda referência às destruições provocadas pelo mau tempo, reiterando que o Governo respondeu "com urgência e serenidade" às intempéries e reiterou que, em breve, será aprovado o PTRR (Portugal Transformação Recuperação e Resiliência) "para financiar a reconstrução e tornar o país mais resiliente e mais competitivo".

O primeiro-ministro começa e termina o artigo a citar o fundador do PSD Francisco Sá Carneiro, quando este afirmou que "os portugueses estão ansiosos por que se deixem os governantes de debate ideológico", prometendo trabalhar durante os próximos três anos e meio "para resolver os problemas das pessoas, os problemas da nação", como pedia o antigo primeiro-ministro.

c/Lusa
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