Eleições diretas PSD. Luís Montenegro é candidato único

Eleições diretas PSD. Luís Montenegro é candidato único

O PSD vai a eleições diretas, este sábado, e Luís Montenegro é candidato único à Presidência do partido.

RTP /
Paulo Novais - Lusa

São quase 57 mil militantes do PSD que podem votar este sábado na reeleição de Luís Montenegro como presidente do partido, que é candidato único a novo mandato de dois anos.

Estas eleições eram para acontecer só em setembro, mas o presidente social-democrata propôs que fossem antecipadas. Montenegro desafiou que se apresentasse quem tivesse um "caminho diferente e alternativo".

A declaração do primeiro-ministro foi interpretada como uma resposta a Pedro Passos Coelho, numa altura em que o antigo líder social-democrata iniciava uma série de críticas ao Governo.

As críticas do antigo primeiro-ministro têm continuado e esta semana subiram de tom: sem explicitar a quem se dirigia, comparou os “políticos postiços” – que querem agradar a todos ainda mais do que os populistas – a “prostitutos sem caráter”, além de apontar falta de ritmo à atividade governativa, numa conversa pública com o líder do Chega, André Ventura.

Luís Montenegro vota esta tarde, em Espinho.

De acordo com dados oficiais do partido, podem votar nas 13.ª eleições diretas do PSD 56.887 militantes (dos quais 63 por cento são homens), depois da alteração estatutária que dá direito de voto a todos os que tenham uma quota paga nos últimos dois anos (antes era necessária quota válida no mês do sufrágio).

As eleições diretas para o presidente da Comissão Política Nacional do PSD decorrem em todo o país entre as 14h00 e as 19h00, em simultâneo com a eleição dos delegados ao 43.º Congresso Nacional, marcado para 20 e 21 de junho em Anadia (Aveiro), no qual serão eleitos os restantes órgãos do partido.

Luís Montenegro foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em 28 de maio de 2022, numa eleição em que derrotou com mais de 72 por cento dos votos o antigo vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva. Em setembro de 2024, foi reeleito sem oposição com 97,45 por cento dos votos.

Na moção com que se recandidata à liderança do partido, intitulada “Trabalhar - Fazer Portugal Maior”, Luís Montenegro diz que manterá o compromisso de “não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS”, mas considera ser absurdo falar de “cercas sanitárias” no Parlamento.

“O sentido do ‘não é não’ com o Chega é o mesmo do ‘não ao bloco central’ com o PS”, refere, acrescentando que “não estabelecer um acordo de governação não pode nem deve significar rejeição de diálogo e negociação política”.

C/Lusa
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