Estado da Nação. Costa abre debate com economia e coloca saúde no topo do guião

Estado da Nação. Costa abre debate com economia e coloca saúde no topo do guião

Realiza-se esta quinta-feira o debate do Estado da Nação, um confronto de quase quatro horas entre Governo e oposição que será aberto pelo primeiro-ministro e encerrado pelo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro. No primeiro discurso, António Costa vai abordar o desempenho económico do país. Ao ministro da Saúde, Manuel Pizarro, caberá uma intervenção de fundo sobre o sector que tutela.

Carlos Santos Neves - RTP /
Espera-se que o primeiro-ministro saliente os números do desempenho da economia portuguesa António Cotrim - Lusa

Crescimento económico, medidas de resposta ao agravamento do custo de vida e desafios estruturais – o primeiro-ministro deverá pautar desta forma a intervenção inaugural do debate, com início marcado para as 15h00.

Como observa a agência Lusa, o núcleo político do Executivo reconhece “episódios lamentáveis” na primeira sessão legislativa, que acabaram por impactar a imagem dos governantes. Mas o guião de Costa passará por fazer valer a ideia de que o Programa do Governo está a ser cumprido e que o quadro económico está a superar as expectativas.

Diante da bancada do Governo estará, todavia, uma oposição a assacar responsabilidades ao elenco socialista pelo “empobrecimento” do país.

PSD, Iniciativa Liberal e Chega sustentam que o país está hoje mais pobre e que o Governo tem falhado em três áreas essenciais - a saúde, a educação e a justiça. É o que indicam os depoimentos recolhidos antes do debate pela rádio pública.
Inês Ameixa - Antena 1

À esquerda, a inflação, as desigualdades sociais e a falta de investimento público encabeçam as preocupações.
Ana Isabel Costa - Antena 1

Em contraste, o líder da bancada parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, afirma que o desempenho do Governo permitiu ao país "ultrapassar o Cabo da Boa Esperança".
Antena 1O Serviço Nacional de Saúde estará em amplo destaque. O ministro Manuel Pizarro deverá abordar questões como o número de cidadãos sem médico de família, a gestão das urgências hospitalares ou o atraso na aprovação dos estatutos da Direção Executiva do SNS.

A sucessão de casos e demissões no Governo fará também parte do arsenal político da oposição
, que poderá voltar à carga com a denúncia de uma tentativa de “branqueamento” e de omissões no relatório da comissão parlamentar de inquérito à tutela política da gestão da TAP.

Por outro lado, os partidos da oposição chegam ao debate do Estado da Nação divididos quanto a um cenário de eleições legislativas antecipadas. IL e Chega defendem-no. O PSD descarta-o, por agora. Tal como bloquistas e comunistas.

No debate do ano passado, António Costa admitia que a constante subida de preços seria duradoura e anunciava, então, um pacote de ajuda às empresas e às famílias. O PSD acusava, por seu turno, o Governo de “cortar um salário aos funcionários públicos e pensionistas”, ao não compensar a subida da inflação. Os partidos à esquerda do PS acusariam Costa de governar à semelhança dos anteriores executivos de PSD e CDS-PP.

c/ Lusa
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