Estudantes do Ensino Superior vão continuar a ter apoio na área de saúde mental

Estudantes do Ensino Superior vão continuar a ter apoio na área de saúde mental

Os responsáveis do Programa Nacional de Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior fizeram esta segunda-feira uma avaliação muito positiva deste programa que está em vigor desde 2024 e que termina em setembro.

RTP Antena 1 /
Foto: Redd Francisco - Unsplash

Na sessão de balanço do programa, a secretária de Estado do Ensino Superior anunciou, no entanto, que os estudantes que precisam de apoio vão continuar a tê-la.
Teresa Correia - RTP Antena 1
O Programa Nacional de Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior apoiou 40 projetos em 68 instituições, reforçando serviços, respostas clínicas e medidas prevenção, sendo a sua continuidade e alargamento considerados prioritários face aos problemas dos estudantes.

Segundo a Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental, foram desenvolvidas respostas e medidas concretas nos vários níveis de intervenção, desde iniciativas na área da prevenção e promoção da saúde mental e bem-estar, respostas breves para situações menos graves, até à identificação, atuação e articulação para situações graves ou de risco.

Os dados revelam que 97,5% das instituições reportam procedimentos estruturados de triagem, 92,5% asseguram o registo sistemático de listas de espera e a quase totalidade dispõe de infraestruturas e recursos digitais dedicados.

No domínio da intervenção, observou-se uma cobertura praticamente universal de estratégias de promoção da saúde mental e prevenção, incluindo literacia em saúde mental (100%), apoio psicopedagógico (97,5%) e programas de apoio por pares (cerca de 93%).

Paralelamente, registou-se uma diversificação consistente das respostas, com elevada implementação de intervenções breves (cerca de 85%) e programas estruturados de desenvolvimento de competências (até 97,5%), salienta.

Registou-se também um crescimento das respostas clínicas, com maior acessibilidade à psicoterapia individual quando necessário (97,5%), da intervenção em grupo (82,5%), bem como um reforço de resposta ao nível da psiquiatria (57,5%).
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