Política
Exames nacionais. Ministro diz que vai responsabilizar diretores se notas não forem divulgadas hoje
O ministro da Educação disse hoje que iria responsabilizar os diretores se as notas dos exames nacionais do ensino secundário não forem divulgadas hoje devido ao encerramento dos estabelecimentos de ensino.
"Teria muita dificuldade em perceber que, pelo facto de as notas chegarem às 19:30, não seriam lançadas (hoje)", disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação, em entrevista ao Jornal da Noite da SIC.
Questionado sobre a possibilidade de algumas escolas não afixarem as pautas hoje devido ao encerramento dos serviços, Fernando Alexandre sublinhou que "hoje não é um dia normal".
"Pode acontecer, mas eu vou precisar da justificação do diretor, e será pedido individualmente a cada um se isso acontecer", afirmou.
No dia previsto para a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, só ao final da tarde, às 19:30, é que o Júri Nacional de Exames enviou as provas classificadas às escolas.
Algumas escolas vão manter-se hoje a funcionar até conseguirem divulgar os resultados, mas outras já informaram os encarregados de educação que as notas só serão disponibilizadas no sábado.
"Os diretores têm essa responsabilidade, têm a responsabilidade de preparar as equipas", insistiu o ministro, defendendo que os professores e os diretores escolares "são servidores públicos".
"Eu próprio sou professor e nunca deixei de cumprir a minha função, como, aliás, se viu", acrescentou, destacando igualmente o esforço dos professores classificadores que, ao longo das últimas semanas, trabalharam além do seu horário de trabalho para avaliar as provas.
A esse propósito, o ministro confirmou também que ao início da manhã de hoje ainda havia professores a classificar provas de Português, a disciplina com mais provas realizadas e a que gerou mais constrangimentos.
No entanto, poderão existir provas sem nota atribuída na pauta devido a falhas identificadas pelo JNE, e que surgirão sinalizadas com "supenso".
Segundo a entidade responsável pelos exames nacionais, entre as 290 mil provas, que correspondem a cerca de dois milhões de itens digitalizados, verificaram-se casos de "extravio de uma folha da prova ou a indisponibilidade de um ou mais itens de resposta por motivo não imputável ao aluno".
"Há umas centenas de provas em que há falhas", admitiu o ministro da Educação, referindo que "vão ser casos difíceis de resolver" e objeto de uma auditoria.
Entre os motivos, Fernando Alexandre referiu que alguns exames só recentemente foram enviados ao JNE, responsabilizando as escolas.
Além dos exames nacionais do ensino secundário, deveriam ser igualmente divulgadas hoje as notas das provas finais do 9.º ano, mas as escolas foram informadas, ao final da tarde, que tal não aconteceria.
O EduQA justificou o adiamento apontando a necessidade de priorizar os exames nacionais devido ao cumprimento do calendário do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que arranca na segunda-feira.
Não foi, no entanto, definida uma data para a publicação dos resultados do 9.º ano, que o ministro da Educação remete para "o início da próxima semana".
Na entrevista à SIC, Fernando Alexandre revelou que o EduQA sugeriu a afixação das pautas na segunda-feira, proposta recusada pelo ministro, que preferiu não se comprometer com um prazo para "que as pessoas descansem no fim de semana".
Questionado sobre a possibilidade de algumas escolas não afixarem as pautas hoje devido ao encerramento dos serviços, Fernando Alexandre sublinhou que "hoje não é um dia normal".
"Pode acontecer, mas eu vou precisar da justificação do diretor, e será pedido individualmente a cada um se isso acontecer", afirmou.
No dia previsto para a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, só ao final da tarde, às 19:30, é que o Júri Nacional de Exames enviou as provas classificadas às escolas.
Algumas escolas vão manter-se hoje a funcionar até conseguirem divulgar os resultados, mas outras já informaram os encarregados de educação que as notas só serão disponibilizadas no sábado.
"Os diretores têm essa responsabilidade, têm a responsabilidade de preparar as equipas", insistiu o ministro, defendendo que os professores e os diretores escolares "são servidores públicos".
"Eu próprio sou professor e nunca deixei de cumprir a minha função, como, aliás, se viu", acrescentou, destacando igualmente o esforço dos professores classificadores que, ao longo das últimas semanas, trabalharam além do seu horário de trabalho para avaliar as provas.
A esse propósito, o ministro confirmou também que ao início da manhã de hoje ainda havia professores a classificar provas de Português, a disciplina com mais provas realizadas e a que gerou mais constrangimentos.
No entanto, poderão existir provas sem nota atribuída na pauta devido a falhas identificadas pelo JNE, e que surgirão sinalizadas com "supenso".
Segundo a entidade responsável pelos exames nacionais, entre as 290 mil provas, que correspondem a cerca de dois milhões de itens digitalizados, verificaram-se casos de "extravio de uma folha da prova ou a indisponibilidade de um ou mais itens de resposta por motivo não imputável ao aluno".
"Há umas centenas de provas em que há falhas", admitiu o ministro da Educação, referindo que "vão ser casos difíceis de resolver" e objeto de uma auditoria.
Entre os motivos, Fernando Alexandre referiu que alguns exames só recentemente foram enviados ao JNE, responsabilizando as escolas.
Além dos exames nacionais do ensino secundário, deveriam ser igualmente divulgadas hoje as notas das provas finais do 9.º ano, mas as escolas foram informadas, ao final da tarde, que tal não aconteceria.
O EduQA justificou o adiamento apontando a necessidade de priorizar os exames nacionais devido ao cumprimento do calendário do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que arranca na segunda-feira.
Não foi, no entanto, definida uma data para a publicação dos resultados do 9.º ano, que o ministro da Educação remete para "o início da próxima semana".
Na entrevista à SIC, Fernando Alexandre revelou que o EduQA sugeriu a afixação das pautas na segunda-feira, proposta recusada pelo ministro, que preferiu não se comprometer com um prazo para "que as pessoas descansem no fim de semana".