Política
Governo de Costa visto como legítimo mas instável e de curta duração
A maior parte dos inquiridos na sondagem da Universidade Católica considera que este Governo do PS será mais competente do que o Executivo de Passos Coelho. No entanto, a maioria considera que será de curta duração e que irá cair antes do fim da legislatura.
Um acordo inédito à esquerda, um Governo de direita que caiu na sequência do chumbo do seu Programa no Parlamento, um novo executivo socialista liderado por António Costa. As últimas semanas foram quentes na política nacional e, para os inquiridos nesta sondagem, os tempos que se seguem não serão totalmente tranquilos.
António Costa garantiu que o Governo socialista com apoio de Bloco de Esquerda, PCP e Verdes foi feito na perspetiva de cumprir a legislatura. Mas a maioria dos portugueses inquiridos não acredita que complete os quatros anos de governação.
Na sondagem feita para a RTP, Antena 1, DN e JN, 54 por cento dos inquiridos considera que este Executivo será de curta duração. Apenas 26 por cento afirma que esta é uma solução duradoura.

Os eleitores que votaram na coligação PSD/CDS-PP nas últimas eleições são aqueles que maioritariamente perpectivam o governo PS como sendo de curta duração (84 por cento) e instável (84 por cento).
A atual solução governativa é vista como estável para 29 por cento do total da amostra desta sondagem, mas 53 por cento dos inquiridos consideram que é instável.

Os eleitores do PS são aqueles que afirmam, na maioria, ser esta uma solução estável (59 por cento) e duradoura (56 por cento).
Esta sondagem foi realizada nos dias 5 e 6 de dezembro e regista 1.183 inquéritos válidos. A margem de erro é de 2,9 por cento, com um nível de confiança de 95 por cento.
Entre os eleitores do BE, 34 por cento consideram que o Governo PS é instável (contra 50 por cento que a consideram estável) e 33 por cento consideram que é de curta duração (contra 40 por cento que a veem como duradoura).
Dos eleitores da CDU, 44 por cento consideram que é duradoura e 40 por cento dizem que será de curta duração. Quanto à estabilidade, 48 por cento dos votantes da coligação entre PCP e Verdes consideram que é estável e 31 por cento consideram que é instável.
Governo visto como legítimo
Para 54 por cento dos inquiridos, a solução governativa PS é legítima. 32 por cento defendem que é ilegítima.

Os eleitores da PàF não demonstram neste ponto posições tão extremadas como quanto à estabilidade do Governo PS. Cinquenta e sete por cento dos inquiridos deste grupo dizem que esta é uma solução governativa ilegítima, mas 33 por cento consideram Os eleitores de esquerda apoiam maioritariamente esta solução como legítima (80 por cento dos votantes do PS e do BE e 65 por cento dos eleitores CDU). que é legítima, enquanto 10 por cento ou não respondem ou não sabem.
Entre os eleitores do PS, 11 por cento dizem que o Governo PS não é legítimo. A mesma opinião é partilhada por 12 por cento dos eleitores do Bloco de Esquerda e 25 por cento dos votantes na CDU nas últimas eleições.
Novamente olhando para a amostra total de inquiridos, de registar ainda que 44 por cento consideram que o Executivo socialista é “não credível”, ao passo que 40 por cento acreditam ser uma solução credível. Uma solução que é vista como positiva por 41 por cento dos indivíduos questionados e negativa por 45 por cento.
Governo PS não cumpre legislatura
A ideia é partilhada por 52 por cento dos inquiridos. Apenas 35 por cento dos entrevistados considera que este Executivo socialista irá cumprir a legislatura até ao fim.

Entre os mais céticos estão os eleitores da coligação PSD/CDS-PP: 84 por cento consideram que o Governo cai antes do fim da legislatura. Idêntica avaliação fazem 40 por cento dos eleitores da CDU, 34 por cento dos votantes do BE e 26 por cento dos socialistas.
Os eleitores do PS são aqueles que mais acreditam nos quatro anos de governo (61 por cento). Apenas 8 por cento dos eleitores da coligação PàF (Portugal à Frente) comungam desta opinião, tal como 52 por cento dos apoiantes da CDU e 53 por cento dos votantes do BE.
O que pode fazer cair o Governo?
A esta pergunta, 33 por cento dos inquiridos respondem que será o futuro Presidente da República que fará o Governo cair. Onze por cento dizem que isso resultará do pedido de demissão do primeiro-ministro.
Há ainda 28 por cento de inquiridos que apontam uma eventual queda do Governo provocada por outros partidos no Parlamento, numa associação dos deputados que agora apoiam o Governo ao PSD e CDS.
A hipótese de o Governo cair com o contributo do PCP é para os inquiridos mais provável do que uma rutura com o Bloco de Esquerda. Mas os eleitores da CDU parecem mais seguros que, a cair, cai com alguns deputados do PS ou por uma posição conjunta da CDU e BE.

A hipótese de o novo Presidente da República convocar eleições é uma solução admitida como a mais provável por uma maior percentagem dos eleitores do BE (35 por cento) e da PàF (35 por cento).
De realçar, todavia, que neste ponto há 28 por cento de inquiridos indecisos ou que não respondem.
Governo PS mais competente
Os inquiridos foram chamados a avaliar o elenco governativo apresentado por António Costa. Em resposta, 28 por cento consideraram que o conjunto de ministros é mais competente do que o anterior da coligação de direita que governou entre 2011 e 2015. Já 19 por cento dos inquiridos consideraram que são igualmente competentes e outros 19 por cento consideram que são menos competentes.

A expectativa em relação ao atual Governo é, por isso, elevada. Trinta e dois por cento esperam que António Costa governe melhor que Pedro Passos Coelho, enquanto 34 por cento dos inquiridos não consideram que vá governar melhor nem pior. Já para 15 por cento dos entrevistados o PS vai governar pior do que o anterior Governo.

Neste ponto, registam-se ainda 15 por cento de indecisos.
E o Governo anterior?
Quando questionados sobre a ação do governo de Pedro Passos Coelho entre 2011 e 2015, 38 por cento dos inquiridos responderam que foi bom (em junho eram 29 por cento), 29 por cento consideraram que foi mau (menos 6 por cento do que em junho), 22 por cento optaram pelaJá sobre as medidas de austeridade aplicadas, os inquiridos, na maioria, disseram que tiveram mais efeitos negativos (55 por cento) do que positivos (33 por cento). hipótese “muito mau” (eram 28 por cento no estudo anterior da Universidade Católica) e apenas 2 por cento disseram que o desempenho foi muito bom.
A maioria considera assim que a atuação do governo de coligação de direita foi má ou muito má (51 por cento no total).
A sondagem da Universidade Católica avalia ainda as respostas dos portugueses ao longo de outras sondagens, no que toca à visão que tinham na altura sobre os efeitos da austeridade daqui a 5 anos.
Concluem que ao longo de 2014 e 2015 a opinião dos inquiridos tem mudado. Enquanto que em abril de 2014 51 por cento dos inquiridos consideravam que as medidas de austeridade teriam efeito negativo a médio prazo, agora são 38 por cento os que defendem essa posição.
Ficha técnica
Esta sondagem foi realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 5 e 6 de dezembro de 2015. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente dezoito freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das últimas eleições legislativas nesse conjunto de freguesias (ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma) estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o próximo aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1183 inquéritos válidos, sendo 58% dos inquiridos do sexo feminino, 34% da região Norte, 20% do Centro, 34% de Lisboa, 5% do Alentejo e 7% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral e das estimativas do INE. A taxa de resposta foi de 69%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1183 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.
António Costa garantiu que o Governo socialista com apoio de Bloco de Esquerda, PCP e Verdes foi feito na perspetiva de cumprir a legislatura. Mas a maioria dos portugueses inquiridos não acredita que complete os quatros anos de governação.
Na sondagem feita para a RTP, Antena 1, DN e JN, 54 por cento dos inquiridos considera que este Executivo será de curta duração. Apenas 26 por cento afirma que esta é uma solução duradoura.
Os eleitores que votaram na coligação PSD/CDS-PP nas últimas eleições são aqueles que maioritariamente perpectivam o governo PS como sendo de curta duração (84 por cento) e instável (84 por cento).
A atual solução governativa é vista como estável para 29 por cento do total da amostra desta sondagem, mas 53 por cento dos inquiridos consideram que é instável.
Os eleitores do PS são aqueles que afirmam, na maioria, ser esta uma solução estável (59 por cento) e duradoura (56 por cento).
Esta sondagem foi realizada nos dias 5 e 6 de dezembro e regista 1.183 inquéritos válidos. A margem de erro é de 2,9 por cento, com um nível de confiança de 95 por cento.
Entre os eleitores do BE, 34 por cento consideram que o Governo PS é instável (contra 50 por cento que a consideram estável) e 33 por cento consideram que é de curta duração (contra 40 por cento que a veem como duradoura).
Dos eleitores da CDU, 44 por cento consideram que é duradoura e 40 por cento dizem que será de curta duração. Quanto à estabilidade, 48 por cento dos votantes da coligação entre PCP e Verdes consideram que é estável e 31 por cento consideram que é instável.
Governo visto como legítimo
Para 54 por cento dos inquiridos, a solução governativa PS é legítima. 32 por cento defendem que é ilegítima.
Os eleitores da PàF não demonstram neste ponto posições tão extremadas como quanto à estabilidade do Governo PS. Cinquenta e sete por cento dos inquiridos deste grupo dizem que esta é uma solução governativa ilegítima, mas 33 por cento consideram Os eleitores de esquerda apoiam maioritariamente esta solução como legítima (80 por cento dos votantes do PS e do BE e 65 por cento dos eleitores CDU). que é legítima, enquanto 10 por cento ou não respondem ou não sabem.
Entre os eleitores do PS, 11 por cento dizem que o Governo PS não é legítimo. A mesma opinião é partilhada por 12 por cento dos eleitores do Bloco de Esquerda e 25 por cento dos votantes na CDU nas últimas eleições.
Novamente olhando para a amostra total de inquiridos, de registar ainda que 44 por cento consideram que o Executivo socialista é “não credível”, ao passo que 40 por cento acreditam ser uma solução credível. Uma solução que é vista como positiva por 41 por cento dos indivíduos questionados e negativa por 45 por cento.
Governo PS não cumpre legislatura
A ideia é partilhada por 52 por cento dos inquiridos. Apenas 35 por cento dos entrevistados considera que este Executivo socialista irá cumprir a legislatura até ao fim.
Entre os mais céticos estão os eleitores da coligação PSD/CDS-PP: 84 por cento consideram que o Governo cai antes do fim da legislatura. Idêntica avaliação fazem 40 por cento dos eleitores da CDU, 34 por cento dos votantes do BE e 26 por cento dos socialistas.
Os eleitores do PS são aqueles que mais acreditam nos quatro anos de governo (61 por cento). Apenas 8 por cento dos eleitores da coligação PàF (Portugal à Frente) comungam desta opinião, tal como 52 por cento dos apoiantes da CDU e 53 por cento dos votantes do BE.
O que pode fazer cair o Governo?
A esta pergunta, 33 por cento dos inquiridos respondem que será o futuro Presidente da República que fará o Governo cair. Onze por cento dizem que isso resultará do pedido de demissão do primeiro-ministro.
Há ainda 28 por cento de inquiridos que apontam uma eventual queda do Governo provocada por outros partidos no Parlamento, numa associação dos deputados que agora apoiam o Governo ao PSD e CDS.
A hipótese de o Governo cair com o contributo do PCP é para os inquiridos mais provável do que uma rutura com o Bloco de Esquerda. Mas os eleitores da CDU parecem mais seguros que, a cair, cai com alguns deputados do PS ou por uma posição conjunta da CDU e BE.
A hipótese de o novo Presidente da República convocar eleições é uma solução admitida como a mais provável por uma maior percentagem dos eleitores do BE (35 por cento) e da PàF (35 por cento).
De realçar, todavia, que neste ponto há 28 por cento de inquiridos indecisos ou que não respondem.
Governo PS mais competente
Os inquiridos foram chamados a avaliar o elenco governativo apresentado por António Costa. Em resposta, 28 por cento consideraram que o conjunto de ministros é mais competente do que o anterior da coligação de direita que governou entre 2011 e 2015. Já 19 por cento dos inquiridos consideraram que são igualmente competentes e outros 19 por cento consideram que são menos competentes.
A expectativa em relação ao atual Governo é, por isso, elevada. Trinta e dois por cento esperam que António Costa governe melhor que Pedro Passos Coelho, enquanto 34 por cento dos inquiridos não consideram que vá governar melhor nem pior. Já para 15 por cento dos entrevistados o PS vai governar pior do que o anterior Governo.
Neste ponto, registam-se ainda 15 por cento de indecisos.
E o Governo anterior?
Quando questionados sobre a ação do governo de Pedro Passos Coelho entre 2011 e 2015, 38 por cento dos inquiridos responderam que foi bom (em junho eram 29 por cento), 29 por cento consideraram que foi mau (menos 6 por cento do que em junho), 22 por cento optaram pelaJá sobre as medidas de austeridade aplicadas, os inquiridos, na maioria, disseram que tiveram mais efeitos negativos (55 por cento) do que positivos (33 por cento). hipótese “muito mau” (eram 28 por cento no estudo anterior da Universidade Católica) e apenas 2 por cento disseram que o desempenho foi muito bom.
A maioria considera assim que a atuação do governo de coligação de direita foi má ou muito má (51 por cento no total).
A sondagem da Universidade Católica avalia ainda as respostas dos portugueses ao longo de outras sondagens, no que toca à visão que tinham na altura sobre os efeitos da austeridade daqui a 5 anos.
Concluem que ao longo de 2014 e 2015 a opinião dos inquiridos tem mudado. Enquanto que em abril de 2014 51 por cento dos inquiridos consideravam que as medidas de austeridade teriam efeito negativo a médio prazo, agora são 38 por cento os que defendem essa posição.
Ficha técnica
Esta sondagem foi realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 5 e 6 de dezembro de 2015. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente dezoito freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das últimas eleições legislativas nesse conjunto de freguesias (ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma) estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o próximo aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1183 inquéritos válidos, sendo 58% dos inquiridos do sexo feminino, 34% da região Norte, 20% do Centro, 34% de Lisboa, 5% do Alentejo e 7% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral e das estimativas do INE. A taxa de resposta foi de 69%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1183 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.