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Jardim abre debate de moção de confiança a queixar-se de "justiça politizada"

Jardim abre debate de moção de confiança a queixar-se de "justiça politizada"

Alberto João Jardim deu início esta terça-feira ao debate de uma moção de confiança ao Governo Regional da Madeira a atacar o que descreveu como uma “oposição medíocre”, composta por “fascistas encapotados”, e a sustentar que “tudo” o que ocorreu na administração do arquipélago pela mão do seu Executivo social-democrata “é legal”. A iniciativa parlamentar do governante madeirense surgiu depois de a RTP ter noticiado, no final de fevereiro, que o Departamento Central de Investigação e Ação Penal se preparava para acusar todos os responsáveis governativos insulares por prevaricação.

RTP com Lusa /
“Tudo o que fizemos é legal”, afirmou o presidente do Governo Regional da Madeira na Assembleia Legislativa Homem de Gouveia, Lusa

“Hoje vimos aqui com esta moção de confiança dizer que não podemos ficar como estamos, que esta moção de confiança é uma mobilização para arrasarmos, para continuarmos a defender as posições que temos defendido e procurar alterar o regime político defendido pelas bancadas da Oposição, que colocou o país no estado em que estamos”, propugnou Jardim, ao intervir diante das bancadas da Assembleia Legislativa da Madeira.Jardim acusou os deputados da Oposição de serem “fascistas encapotados”, na sequência de críticas ao tempo ilimitado de que dispôs para intervir no debate da moção de confiança, a primeira em mais de três décadas de governação.


A moção de confiança agora submetida à apreciação dos deputados insulares, carregou o presidente do Governo Regional, constitui “um apelo à mobilização”. Contra o que disse ser “a Oposição medíocre que apoia a Madeira velha”.

A RTP noticiou no final de fevereiro que o Departamento Central de Investigação e Ação Penal estava a preparar uma acusação contra a totalidade do Governo Regional da Madeira por prevaricação, no seguimento de um inquérito sobre alegada ocultação de dívida pública.

“Tudo o que fizemos é legal”, quis afiançar Alberto João Jardim, para quem a folha de serviço do Governo Regional da Madeira tem vindo a ser “instrumentalizada para fins políticos”.
De Coelho para Jardim

A disparar em todos os sentidos, o governante madeirense pronunciou-se contra o que, a seu ver, constituiria “uma justiça politizada”. Também “contra os órgãos de Estado que hipocritamente fizeram uma Constituição e um estatuto político, mas que não respeitam e vêm com interpretações restritivas contra o povo madeirense, usam organismos do Estado central para impedir os legítimos direitos do povo madeirense”.

“Esta moção é para acusar, para mobilizar contra este género de coisas”, atirou Jardim, para depois se dizer pronto a “intensificar a luta contra o sistema político”. “Não queremos portugueses sobrecarregados com impostos, não queremos os madeirenses a serem objeto de medidas académicas que estão erradas”, arguiu.

A sessão parlamentar principiou com uma troca de prendas entre Alberto João Jardim e José Manuel Coelho. O deputado eleito pelo Partido Trabalhista Português (PTP) quis oferecer ao presidente do Governo Regional um traje carnavalesco de presidiário. O governante retribuiu com a imagem de um burro a pastar. Coelho aceitou. Jardim declinou.

No texto da moção, o Governo Regional da Madeira pede à Assembleia Legislativa “total confiança” para “seguir a linha de rumo que traçou e vem seguindo, de acordo com o programa de governo”.
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