Política
Jardim dá tolerância de ponto para o Carnaval da Madeira
O Governo Regional da Madeira anunciou hoje que vai conceder tolerância de ponto aos seus funcionários na terça-feira de Carnaval, justificando-se com o “impacto da quadra na economia da Região Autónoma”. A decisão de Alberto João Jardim contrasta com a linha do Governo de Pedro Passos Coelho, que invoca uma situação de “emergência nacional” para fazer o contrário.
“A presidência do Governo Regional da Madeira informa que, no Carnaval, será observado o mesmo sistema dos anos anteriores”, adianta uma nota do gabinete de Alberto João Jardim, citada pela agência Lusa. A decisão, justifica o texto com a chancela de Jardim, prende-se com o “impacto da quadra na economia da Região Autónoma”. Tem ainda por base a “contribuição que a população dá para o seu alto nível”.
Na véspera, a Câmara Municipal do Funchal havia também optado por manter a tolerância de ponto para os funcionários autárquicos na terça-feira de Carnaval. Ao explicar a decisão, o presidente do executivo camarário, Miguel Albuquerque, afirmava ontem que se tratava de acautelar “um dia importante para o concelho em termos de receitas”, que produz “um efeito económico multiplicador”.
Foi na passada sexta-feira que Pedro Passos Coelho confirmou que o Governo não iria conceder tolerância de ponto à Função Pública para a terça-feira de Carnaval. Uma decisão que lhe valeu um coro de críticas por parte de responsáveis autárquicos preocupados com um previsível impacto económico negativo nas respetivas regiões. O primeiro-ministro ressalvou, na altura, que “o facto de poder haver municípios que têm especiais tradições na comemoração do Carnaval quererem fazer eles próprios a tolerância de ponto a nível local” seria “uma matéria” a decidir “por cada município”.
“Há vários dias de celebração”
Confrontado com as críticas à decisão, Passos Coelho insistiu ontem no argumento de que o contexto de crise financeira impõe mais trabalho. Salientando que a decisão do Governo foi comunicada ao país “a quase 20 dias de distância” do Carnaval, o primeiro-ministro mostrou-se convencido de que os portugueses “saberão entender”.
“O que nós queremos é vencer estas dificuldades e eu tenho a certeza de que os portugueses percebem que, no meio dessas dificuldades, o Governo não tivesse dado essa tolerância de ponto”, sustentou Passos, para quem a ausência de tolerância de ponto “não quer dizer que os portugueses não possam celebrar aquilo que é uma tradição em Portugal”: “O Carnaval não se joga na terça-feira. Há vários dias de celebração”.
Ainda segundo o primeiro-ministro, bastaria que se dividisse o Produto Interno Bruto do país “pelos dias de trabalho” para perceber os alegados proventos da opção do Executivo para o Carnaval.
Mais tarde, ao intervir na cerimónia dos 40 anos das escolas do grupo Pedago, onde deu aulas, Pedro Passos Coelho citaria a controvérsia sobre a tolerância de ponto como exemplo da “diferença” entre uma atitude de exigência e uma outra “agarrada ao passado”. E recordou o que aconteceu em 2011, quando os elementos do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu trabalhavam em Lisboa “enquanto o país aproveitava os feriados e as pontes”.
Na véspera, a Câmara Municipal do Funchal havia também optado por manter a tolerância de ponto para os funcionários autárquicos na terça-feira de Carnaval. Ao explicar a decisão, o presidente do executivo camarário, Miguel Albuquerque, afirmava ontem que se tratava de acautelar “um dia importante para o concelho em termos de receitas”, que produz “um efeito económico multiplicador”.
Foi na passada sexta-feira que Pedro Passos Coelho confirmou que o Governo não iria conceder tolerância de ponto à Função Pública para a terça-feira de Carnaval. Uma decisão que lhe valeu um coro de críticas por parte de responsáveis autárquicos preocupados com um previsível impacto económico negativo nas respetivas regiões. O primeiro-ministro ressalvou, na altura, que “o facto de poder haver municípios que têm especiais tradições na comemoração do Carnaval quererem fazer eles próprios a tolerância de ponto a nível local” seria “uma matéria” a decidir “por cada município”.
“Há vários dias de celebração”
Confrontado com as críticas à decisão, Passos Coelho insistiu ontem no argumento de que o contexto de crise financeira impõe mais trabalho. Salientando que a decisão do Governo foi comunicada ao país “a quase 20 dias de distância” do Carnaval, o primeiro-ministro mostrou-se convencido de que os portugueses “saberão entender”.
“O que nós queremos é vencer estas dificuldades e eu tenho a certeza de que os portugueses percebem que, no meio dessas dificuldades, o Governo não tivesse dado essa tolerância de ponto”, sustentou Passos, para quem a ausência de tolerância de ponto “não quer dizer que os portugueses não possam celebrar aquilo que é uma tradição em Portugal”: “O Carnaval não se joga na terça-feira. Há vários dias de celebração”.
Ainda segundo o primeiro-ministro, bastaria que se dividisse o Produto Interno Bruto do país “pelos dias de trabalho” para perceber os alegados proventos da opção do Executivo para o Carnaval.
Mais tarde, ao intervir na cerimónia dos 40 anos das escolas do grupo Pedago, onde deu aulas, Pedro Passos Coelho citaria a controvérsia sobre a tolerância de ponto como exemplo da “diferença” entre uma atitude de exigência e uma outra “agarrada ao passado”. E recordou o que aconteceu em 2011, quando os elementos do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu trabalhavam em Lisboa “enquanto o país aproveitava os feriados e as pontes”.