Política
Jerónimo de Sousa defende demissão do governo e eleições antecipadas para “interromper caminho de desastre”
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defende a demissão do governo e a realização de eleições antecipadas.
É neste contexto que Jerónimo de Sousa considera que a demissão do executivo se impõe, de modo a “abrir espaço a uma solução de mudança e de rutura com esta política”. O secretário-geral do PCP pretende uma “política ao serviço do povo e do país, que exige desde logo a derrota definitiva deste governo e a sua demissão”.
As eleições antecipadas são descritas como a “saída legítima e necessária para interromper o caminho de desastre que está em curso no país”. Em construção está já uma alternativa patriótica e de Esquerda, porque há alternativa aos partidos que passaram pelo poder. “Nenhum partido pode julgar-se o dono ou da vontade maioritária dos portugueses”, refere Jerónimo de Sousa.
Os trabalhos do XIX Congresso do PCP começaram à hora marcada, 10h30, num Complexo Desportivo de Almada completamente cheio. Os congressistas começaram por aprovar os regulamentos de congresso, a composição da mesa, a ordem de trabalhos, o horário, e restantes questões processuais normais.
Ao longo de três dias, os delegados vão eleger um novo Comité Central, cuja lista tem 150 membros. Estão prestes a deixar o órgão 30 figuras, como é o caso de Domingos Abrantes, Odete Santos, José Neto, Rui Sá e Sérgio Ribeiro. Entre os 26 novos rostos estão o deputado João Oliveira e os dois eurodeputados do partido, João Ferreira e Inês Zuber.
(com Sandra Henriques)